Paolo D'Aprile

Nasci em 1963... sou um homem de meia idade! Moro em São Paulo desde 1989 e meu trabalho de fisioterapeuta me pôs en contato com as situações extremas de nossa cidade, desde as favelas até os "meninos de rua". Participei de vários projetos de inclusão por meio do exercício dos direitos civis. Quando crescer quero ser jogador de futebol, astronauta e bombeiro.

Metrópole

Eu sou as profundezas, o negrume, a noite, o grito da criança, a onda que te afoga, a água engolida, os teus olhos lacrados, a tua mão amarrada, a derradeira bala no coração, o escravo fugido, a fuga frustrada, charco…

De homens maus, homens livres, ondas, lendas e um boi feliz

CRÔNICA     Fica assim não, minha menina, não tenha medo. Senta aqui pertinho, escute comigo o carinho do vento, o sal no rosto. Até quando existir um mar desse tamanho, nada de mal pode acontecer. Não é verdade que…

Nossa Senhora dos Dois Mundos

ARTE RELIGIOSA     Nápoles, Itália, na praça de santo Eframo, uma pequena igreja dedicada aos santos Efebo, Fortunato e Massimo. Os frades capuchinhos cuidam dela como merece ser cuidado um edifício secular. No altar maior, uma Senhora em madeira…

O Caminho, o Sorriso, a Dor

Tento esconder minha mágoa atrás de um ceticismo bobo e inútil. Finjo não acreditar nas pesquisas, justifico os frios números com analises sociológicas dignas das piores conversas de boteco. Dizem que a popularidade do responsável direto do morticínio cresce, e…

100.000

Chegamos a cem mil. A contabilidade do sofrimento oferece sua cínica contribuição à dor da minha gente, hoje mais do que nunca, filha de uma época degenerada cujo grito “Ai dos Vencidos” lhe é jogado na cara pelos poderosos de…

Réquiem para os vivos

Teria esperado mais uns dias. Chegar a cem. Noventa e quatro não impressiona tanto assim como cem. Um número redondo, lindo, feito, limpinho, completo. Cem, e poder escrever um Réquiem, não para os mortos, mas para os vivos. Um Réquiem…

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