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No 14º episódio do Conversa de Portão, Jéssica Moreira conversa com Allyne Andrade, que explica o conceito e como ele aparece em nosso cotidiano.

Você já ouviu falar no termo necropolítica ou, então, política da morte? Diante de um ano atravessado por tantas perdas, o termo vira e mexe aparece nas notícias, artigos e análises de jornais, tanto para explicar os efeitos da Covid-19 quanto para mostrar porque alguns corpos são mais passíveis de morrer do que outros.

Necropolítica no cotidiano

No 14º episódio do podcast Conversa de Portão, a apresentadora Jéssica Moreira entrevista Allyne Andrade da Silva. Advogada, mestre e doutora em Direito pela USP e superintendente do Fundo Brasil de Direitos Humanos, Allyne explica o conceito da necropolítica e como isso aparece no cotidiano de nossa sociedade.

morte posta em prática pelo Estado

Cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe, o termo se refere, segundo Allyne, a uma política da morte posta em prática pelo Estado ao determinar quais corpos são descartáveis, matando-os ou deixando-os morrer.

A necropolítica, que atinge principalmente corpos negros, é exercida diretamente pelas forças de segurança do Estado. “Temos uma polícia militarizada que está em constante guerra. O inimigo, que supostamente seria o tráfico de drogas, são na verdade os corpos negros, periféricos e subalternizados”, diz Allyne. Ouça no Spotify.

O conversa de portão é um podcast produzido pelo Nós, mulheres da periferia em parceria com UOL Plural, publicamos novos episódios toda terça-feira. Com produção de Carol Moreno, direção musical de Sabrina Teixeira Novaes, trilha sonora e edição de som por Sabrina e Camila Borges.

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