Política Atual – Falsos dilemas da esquerda e direita. Perguntas e respostas fundamentais.

25.08.2017 - Redação São Paulo

Política Atual – Falsos dilemas da esquerda e direita. Perguntas e respostas fundamentais.

Traduzido do original “Política actual. Falsos dilemas de izquierdas y derechas. Preguntas y respuestas fundamentales.”

por Víctor Piccininni

“Em épocas de crise terminal e necessidade de mudanças profundas na Humanidade a pergunta fundamental tem sido sempre esta: – compaixão ou egoísmo, bondade ou maldade, beleza ou monstruosidade, luz ou escuridão. Humanismo ou anti-humanismo, violência ou não-violência.”

O “Show Político”atual participa em todas as regiões da hipocrisia dos partidos e dos políticos tradicionais. Os neolibeiras dizem que são a “nova esquerda”. Repetem ideias e propostas tradicionais do socialismo (Por suposto logo quando chegam ao poder, fazem o oposto do que haviam proposto). A esquerda diz que se renova e copia estéticas e “marketing”da direita. Os entrevistadores se disfarçam de adivinhos (que nunca acertam nada) e se chamam de “gurus”da política. “Vendedores de imagens” que se vestem de “sociólogos-consultores” e escrevem discursos dos candidatos. Discursos de “bem-estar socialista” para candidatos da direita.  Discursos “moderados” para os revolucionários socialistas. A desorientação geral apaga e degrada a política atual. Vivem submergidos na “externalidade de palavras vazias” buscando convencer o eleitor. Esquerdas, direitas e centro não sabem para onde ir. Tudo se “descuida” na busca pelo poder.

Intuem-se grandes mudanças no “sentir” das sociedades e das pessoas. Repetindo o grande erro, recorrem e se refugiam em antagonismos cheios de violência de uma paisagem do “passado”para tentar responder a inquietudes do “futuro”. Discursos vazios que nem eles mesmos acreditam.

Já não se trata das descuidadas políticas de direitas, de esquerda ou de centro. Esses velhos esquemas são parte de um mundo que já não existe. Os jovens e as novas gerações o sentem e a sua maneira, com seus próprios códigos e sinais, lhes fazem seu “vazio”.

Nestas épocas, de crise profunda na humanidade, de necessidades urgentes, de situações limites, o dilema fundamental que se necessita resolver, é sensível e profundo. Trata-se de traçar claramente a linha divisória entre o que está bem e o que está mal, entre a beleza e a monstruosidade, entre a solidariedade e o egoísmo, entre o amor e o ódio, entre a reconciliação e a vingança, entre a luz e a escuridão. Como fazemos isto? Formulando o claramente o problema atual fundamental. Este é:

Humanismo ou anti-humanismo” e “Violência ou não-violência

  • Violência é continuar mantendo a concentração da riqueza e a entrega dos povos a ferocidade do capital corporativo e financeiro.
  • Não-violência é avançar em direção a uma justa distribuição dos recursos assegurando habitação, saúde, alimentação e educação nas regiões e para as populações mais necessitadas.
  • Violência é manter qualquer valor (dinheiro, religião, pátria, raça/etnia ou o estado) por cima de vida humana.
  • Não-violência é colocar o ser humano e seu bem estar acima de qualquer outro valor.

  • Violência é apoiar direta ou indiretamente a progressiva privatização da saúde e da educação.
  • Não-violência é assegurar, sem atrasos ou desculpas, saúde e educação pública de qualidade para todos os habitantes.
  • Violência é a manutenção e o aumento dos arsenais nucleares e convencionais.
  • Não-violência é avançar para uma total eliminação do armamento nuclear e convencional em todo o planeta.
  • Violência é apoiar e sustentar as intervenções militares e a ocupação de territórios.
  • Não-violência é impulsionar decisivamente acordos de paz nos territórios em conflito.
  • Violência é apoiar a construção de “muros” e barreiras administrativas que separam os povos.
  • Não-violência é impulsionar legislações que asseguram o livre trânsito das pessoas em todo o planeta.
  • Violência é manter uma ONU com países com poderes especiais, com países de primeira e países de segunda classe.
  • Não-violência é avançar frente a uma federação mundial de nações com participação igualitária de cada um dos países integrantes.
  • Violência é manter os mecanismos atuais de “democracias formais” onde alguns poucos políticos traem os seus mandatos e responsabilidades para as quais foram eleitos.
  • Não-violência é avançar na direção de mecanismos de “democracia direta e real” onde o poder de decisão vá passando progressivamente para as pessoas comuns.
  • Violência é manter uma “globalização”onde existem países e corporações que concentram e aumentam seu poder, e outros que são marginalizados e explorados.
  • Não-violência é a “mundialização”crescente de maneira equitativa e igualitária, com o olhar posto no paradigma de avançar para uma futura Nação Humana Universal.

Cada organização, cada força social e política deve expressar com clareza de que lado está e deveria atuar em consequência.

Categorias: Internacional, Não violência, Opinião, Política
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