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Pylos: Crónica duma catástrofe evitável

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A traineira Adriana, apinhada com centenas de refugiados a bordo, afundou-se ao largo da costa grega (Foto: Hellenic Coast Guard)

Durante cinco dias, centenas de refugiados navegaram na traineira de pesca Adriana, até que esta se afundou a 50 km de Pylos, na costa grega, na noite de 14 de Junho, levando consigo centenas de pessoas – embora as autoridades tivessem tido conhecimento prévio do que estava a acontecer. Os nossos colegas gregos analisaram os acontecimentos em pormenor.

No dia 13 de junho, às 10h35, apareceu o primeiro relato no Twitter avisando que o Adriana estava em perigo. Às 11h, as autoridades italianas informaram a guarda costeira grega. E às 2h06 da noite, 15 horas e 31 minutos depois, o navio afunda-se. A nossa equipa grega de Apoio aos Refugiados do Mar Egeu (RSA) compilou agora o que aconteceu durante esse período, a partir de fontes publicamente disponíveis.

Provavelmente 750 pessoas a bordo, apenas 104 sobreviventes!

Como o mar no local do naufrágio tem milhares de metros de profundidade, é provável que o número exato de vítimas mortais nunca venha a ser exatamente clarificado, mas é, sem dúvida, a maior tragédia do Mediterrâneo: além dos 104 sobreviventes, foram encontrados 82 corpos mortos, mas os relatos dos sobreviventes indicam que havia cerca de 750 pessoas a bordo. Mesmo antes do acidente, e na altura em que as autoridades foram informadas, as crianças já tinham aparentemente morrido no barco, pois não havia comida nem água.

O artigo original pode ser visto aquí

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