CULTURA

 

 

Por Mônica Marins

 

 

O evento será transmitido pelo YouTube, no dia 18 de maio e visa denunciar a prisão da ativista e líder indígena há cinco anos e acumula forças pela justiça e libertação.

O Brasil estará presente no Festival Internacional “Uma Canção para Milagro.” Um grupo de músicos do estado do Rio de Janeiro, Força e Defesa, soube da proposta do evento pela redes sociais e decidiu se juntar para compor a canção e participar.

De acordo com Guilherme Maia, um dos componentes, a solidariedade foi o sentimento que juntou novamente os oito músicos. Aliás, ele conta que isso já virou uma espécie de ativismo: “Sempre que precisam de uma música para campanhas de conscientização ou mesmo de uma canção que fale sobre direitos humanos ou coisa assim, a gente se junta e cria alguma coisa,” conta Guilherme. As reuniões acontecem sempre pelos meios digitais, já que cada músico está em um lugar diferente, mas fora da pandemia, o Quintal das Artes, em Teresópolis é o lugar onde se reúnem para, segundo eles, desenvolver suas expressões artísticas e culturais.

A canção para o festival já está pronta. Assinada por Amadeu Alves e Guilherme Maia, ela ganhou o nome de “PACHACAMAC- A Terra tem Mãe” e fala sobre esperança, saudade, reencontros e das lembranças de um tempo que passou.

A composição do grupo, que não tem nenhum nome oficial, está assim:

Amadeu Alves- Violão, Álan Magalhães- Voz, Alcir Passos – Baixo, André Magalhães – Voz, Bimbinho – Percussão,

Rafael – Guitarra, Rodrigo Cossenza – Violão, Valerinho – Flauta Pan e Guilherme Maia – Clapping.

Promovido pelo Comitê Internacional para a Liberdade de Milagro Sala, o evento reunirá músicos de diversos países. Segundo os organizadores o festival terá a participação dos artistas solidários, que através das suas músicas darão a volta ao mundo:”Trata-se de num movimento global liderado pelos Comités de Barcelona, Canadá, EUA, França, Suécia e Argentina,” afirmam os idealizadores do movimento.

Sobre Milagro Sala

De acordo com informações divulgadas pelos organizadoresdo evento, a líder indígena Milagro Sala está presa há mais de 5 anos na Argentina, com acusações falsas, provas forjadas, testemunhas compradas pela cumplicidade de uma organização duvidosa de um sistema judicial tendencioso, tão duvidoso quanto parcial. De facto, esta mulher de origens humildes, longe de cometer crimes, promoveu a construção de um coletivo cooperativo empoderador, mutirões para a edificação de casas, escolas, colégios e espaços comunitários de saúde e recreativos nas áreas mais esquecidas da sua província, Jujuy, no noroeste da Argentina.

Saiba quem são os músicos:

Rodrigo Cosenza – Guitarrista, violonista. Tocou em bandas da cena Indie carioca dos anos 2000 como Colúmbia e Gioconda. Fez gravações para peças do musical do Maestro Maximiliano Marques.

Alcir Passos – Contrabaixista. Operário da Música Popular Brasileira, está há mais de 50 anos na estrada. Possui contribuições com grandes nomes da música como Jamelão, Leci Brandão e Dona Ivone Lara, agora está com o olhar no horizonte, está preparado para encarar o que der e vier e sempre, sempre criar.

Alan Magalhães é cantor, compositor e instrumentistas. Guerreiro da cultura tem uma voz que reúne características de reggae, blues e Brasil.

Voz acolhedora e firme. Artista da linha de frente! Alan é mais do que necessário para nossos dias sombrios, pois em seu timbre está a esperança de dias melhores.

Guilherme Maia é poeta, escritor, compositor e anarcochargista. Depois de quatro whiskies se torna cantor de sambas clássicos.

Rafael Sperduto é Guitarrista desde os 13 anos, estudou na Escola de Música Villa-Lobos e cursou violão clássico na UFRJ. Toca profissionalmente desde 1998 e já passou por bandas conceituadas no rock nacional como a Playmobille.

Atualmente, integra as bandas Ars Amatoria, Brazilian Maiden (como fundador e guitarrista), ambas com o baterista Rodrigo Carvalho, bem como se dedica à produção de música instrumental para guitarra.

Bimbinho é percussionista. Seu nome de batismo é Aldacy Serafim de Lima. Ele é músico das antigas e atualmente faz parte do “Quintal do Céu”, grupo de samba de Teresópolis, cidade natal.