No último domingo a REHUNO Saúde participou do 5º Fórum Humanista Latinoamericano promovendo o conversatório “Construindo olhares humanistas na Saúde” com a moderação da jornalista Cloty Rubio, de Barcelona.

O evento contou com seis intervenções de profissionais de diferentes áreas da saúde à partir de intervenções sobre Enfermagem, Saúde mental, Parto e nascimento, Morte e final da vida, Saúde indigena e Saúde integral.

O médico especialista em saúde pública, Jorge Pompei (Argentina), destaca que é preciso entender o ser humano como um ser multidimensional onde o biológico, o psicológico e o espiritual formam uma unidade em estrutura com o ambiente natural e social, então a saúde será o resultado de um equilíbrio dinâmico em todas essas dimensões. Sobre o tema do conversatório ele explica que um olhar humanista não parte da doença ou da morte, mas sim é preciso construir a partir da saúde trabalhando para consolidá-la e fazê-la crescer.

Sobre o cuidado e autocuidado indigena, Karla Mijangos Fuentes (México) iniciou sua fala trazendo as duas reflexões: -Pode a saúde ser pensada sem que no seu enunciado esteja definido o conceito de doença? É possível pensar a definição de saúde a partir de outras tradições de conhecimento diferentes do paradigma biomédico? A enfermeira e cientista social feminista conta que é no diálogo com uma comunidade orignária zapoteca de Quialana onde encontra a resposta de que a saúde é sinônimo de liberdade, felicidade, celebração, sentir-se e estar bem, sem preocupações.

O parto e o nascimento foram temáticas abordadas pela parteira e acupunturista Flavia Estevan (Brasil). Ela explica que o parto e o nascimento é um momento sagrado e sublime e devemos trabalhar pelo ideal de que todos os partos sejam experiências respeitosas e com segurança. Ela falou também da importância de garantir o acesso aos direitos sexuais e reprodutivos para todas as pessoas do mundo, garantindo dessa forma que os nascimentos que ocorram, sejam desejados.

Claudia Vaccaroni (Argentina), enfermeira e especialista en Medicina Social y Comunitaria explicou que “Ser enfermeira(o) é algo que se externaliza nas vivências do “cuidar de”, que significa fazer pela pessoa o que ela não está em condições de fazer por si mesma, a fim de assumir seus próprios caminhos, crescer, amadurecer e se encontrar com ela mesma(o)”.

No âmbito da saúde mental, Claudia García (Argentina) desenvolveu a temática da loucura e do sofrimento mental. A psicóloga e especialista em ensino universitário contou que antes a loucura era isolada, fechada, institucionalizada, monitorada e punida, os corpos políticos trancados. Uma mudança foi a criação da categoria de “doente mental” através de diferentes estruturas internacionais que concedem ao sujeito, a categoria do cidadão através da implementação dos Direitos Humanos.

Quem finalizou a jornada foi Victor Piccininni (Argentina) que trouxe diversas reflexões sobre a morte e fim da vida. Explicou que o fim da vida (física) e a morte implicam em um paradoxo. Enquanto nos despedimos do corpo e fechamos nossa biografia com carinho e amor, ao mesmo tempo, testemunhamos a possibilidade do “nascimento” espiritual abrindo a possibilidade da transcendência. E na intenção de propor passos para uma nova situação humanizadora frente à morte, Victor destacou: “Se agirmos, ajudaremos a transformar o sofrimento mental desses momentos em compaixão e reconciliação; o apego ao corpo em entrega e gratidão, e a frieza da morte em um suave acompanhamento frente a possibilidade da transcendência espiritual”.

Para ver o evento completo acesse: https://www.facebook.com/rehunosalud/