“Temos um genocida no comando da nação”

26.03.2020 - São Paulo, Brasil - Redação São Paulo

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“Temos um genocida no comando da nação”
(Crédito da Imagem: CPERS sindicato)

Por Sul21

‘Temos um genocida no comando da nação’, diz CPERS em nota oficial

O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato) divulgou nota oficial nesta quarta-feira (25) classificando o pronunciamento feito ontem pelo presidente Jair Bolsonaro como uma “exortação ao genocídio do povo brasileiro”. A entidade acusa Bolsonaro da prática de crime contra a comunidade e defende a importância da manutenção do fechamento das escolas. “Mais do que colocar em risco as vidas de estudantes, educadores(as) e suas famílias, abrir escolas criaria inúmeros vetores da doença, levando ao colapso quase que imediato do sistema de saúde, que de resto já se prepara para o pior”, diz o CPERS.

Confira a íntegra da nota:

Já não é possível usar meias palavras para qualificar o presidente Jair Bolsonaro e seu posicionamento diante da pandemia da Covid-19.

O pronunciamento em horário nobre nesta terça-feira (24) é uma exortação ao extermínio do povo brasileiro.

Contrariando técnicos do próprio governo, negando o mais basilar consenso científico, em colisão frontal com as medidas recomendadas em todo o mundo e adotadas por governadores e prefeitos, o presidente guia o país ao precipício.

Por que fechar escolas?

O questionamento do presidente dá a dimensão da sua insanidade e inépcia em compreender a gravidade do que se passa. Mais do que colocar em risco as vidas de estudantes, educadores(as) e suas famílias, abrir escolas criaria inúmeros vetores da doença, levando ao colapso quase que imediato do sistema de saúde, que de resto já se prepara para o pior.

À completa falta de humanidade e bom senso somam-se os ataques aos trabalhadores(as), a facilitação da dispensa de empregados(as) infectados, a completa ausência de políticas de assistência aos mais necessitados(as) e as benesses a patrões em detrimento do grosso da população.

Enquanto o mundo inteiro abre as torneiras fiscais e derruba décadas de paradigmas do neoliberalismo para salvar a civilização, caminhamos no sentido oposto, em direção à catástrofe.

Mais do que um defensor do capital acima da vida, Bolsonaro reitera sem qualquer pudor a identidade que nunca negou: é um entusiasta da tortura, adorador da morte, incapaz de governar respeitando o ambiente democrático e a existência do seu próprio povo.

Precisamos evitar a hecatombe que se aproxima. Pedimos a todos que somem aos movimentos de resistência e luta pelo direito à vida, pela saúde pública, por garantia de trabalho e renda, pela educação e pela democracia.

Não seremos cúmplices de Jair Bolsonaro em seu crime contra a humanidade.

Categorias: Ámérica do Sul, Educação, Nota de imprensa, Opinião, Política
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