Afinal, quem é Gleen Greenwald?

18.06.2019 - Vinícius Chamlet

Afinal, quem é Gleen Greenwald?

O jornalista e advogado Gleen Greenwald ganhou destaque nacional, e internacional, com o caso Snowden. Em que fora publicizado os mecanismos de controle utilizados pelo governo norte americano. Recentemente as matérias do site The Intercept Brasil trouxeram à tona os graves crimes cometidos por moro e os promotores da Lava Jato: o juiz, que deve ser imparcial e neutro, ajudou a montar a estratégia de acusação. Nem Moro, nem os promotores negaram a veracidade das conversas vazadas. Mas afinal quem é Gleen?

Infância e Carreira Jurídica (1967-2005)

Nascido em 6 de março de 1967 no estado americano de Nova Iorque, o autor, ainda criança, muda-se para a Flórida. Obtém o grau de bacharel em Filosofia (1990) e Direito (1994). Passando a atuar no âmbito do direito constitucional, como advogado por dez anos, trabalhando em diversos escritórios.

Leia também: “Cai a máscara da Lava Jato”

Colunista e Caso Snowden (2005-2013)

Após sua carreira como advogado, Gleen inicia seu trabalho como jornalista, escrevendo textos para seu blog e para o The Guardian.

Em 2013, Edward Snowden o contata, e Green participa de um dos maiores furos – se não o maior! – jornalísticos do século. Mostrando como os americanos tinham mecanismos de espionagem e violaram a soberania de muitos países, como o Brasil, em que a ex-presidente Dilma Rousseff fora espionada. Por conta de seu trabalho como jornalista, recebeu o “prêmio nobel” da comunicação, o Pulitzer Prize.

Sua atuação como editor e jornalista do The Intercept (que possui versões em inglês e português) produz um conteúdo de impacto, revelando mecanismos truculentos de governos, e ajudando a fortalecer o debate saudável e necessário para o fortalecimento de regimes democráticos.

Diante dos últimos fatos revelados por Gleen, uma verdadeira chuva de fake news ataca a honra e imagem do jornalista e advogado. A covardia dos haters tenta abafar um dos maiores escândalos da história do Brasil, as ações imorais realizadas pelo grupo da força tarefa da Lava Jato foram um duro ataque a democracia brasileira.

O Brasil tem uma trajetória de fracas instituições democráticas, desde a instituição de sistemas eleitorais aqui – que data do período imperial – as eleições foram facilmente manipuladas a favor do interesses de determinados setores da sociedade. Não foi diferente durante a Era Republicana, o que se viu em 500 anos foi truculência e uma elite econômica que vive às custas da maioria da população.

As fortes revelações do The Intercept Brasil estão ajudando a revelar a verdadeira face autoritária e ilegal da Lava Jato, que usou o judiciário para perseguir politicamente e punir injustamente, sem provas, Lula, o principal candidato a disputa eleitoral de 2018. Tudo isso feito em um grande acordo com as grandes corporações midiáticas, vide globo.

As notícias falsas contra Gleen e David Miranda, seu marido, são caluniosas. Porém frente a veracidade dos fatos, não há fake news que sobreviva. O bom jornalismo sempre será um aliado indispensável da democracia.

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