Ubuntu modelo de vida alternativo frente ao sistema Capitalista

26.09.2018 - Redação São Paulo

This post is also available in: Espanhol, Francês, Italiano, Grego

Ubuntu modelo de vida alternativo frente ao sistema Capitalista

Ubuntu tem origem em povos africanos, também dá nome a sistema operacional  de código aberto que é criado em colaboração com programadores de todo o mundo. Um modelo alternativo frente a competição desenfreada do capitalismo. 

Velhos modelos econômicos

Um dos critérios mais utilizados para medir o “avanço” ou “retrocesso” de um país é o seu PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os serviços e produtos produzidos por uma região, pode ser um país, uma cidade, um bairro,  durante um determinado período de tempo. A China é um dos países que mais cresceram e crescem em termos de PIB. Porém, tal crescimento é pautado pelo extrativismo exaustivo dos recursos naturais, o que afeta sua população, que tem sofrido com os altos índices de poluição.

A questão é: temos um modelo econômico de crescimento que ameaça a natureza, e em consequência a nossa própria existência enquanto seres humanos. No Brasil, o desastre de Mariana, no qual a barragem de fundão rompeu e poluiu o rio doce, afetando comunidades locais é um dos inúmeros exemplos da relação homem/natureza que afeta a todos. Frente ao desastre iminente, torna-se necessário pensar em novos modelos de desenvolvimento, mais inclusivos e que incluam em seus cálculos outras variáveis que não se encontram presentes no PIB. O crescimento de uma região poderia ser marcado por outros fatores, como o nível de vegetação, ou a quantidade de comida orgânica consumida por seus moradores, dentre outros.

Ubuntu – Filosofia Africana

A palavra tem origem no idioma Kibundu, e está ligada a ideia que a existência de um indivíduo está ligado a dos outros, a sua comunidade, aos que estão ao seu redor. Inspirou Nelson Mandela e foi primordial no período pós apartheid, na África do Sul. O país ficou sob décadas de segregação racial em que determinados espaços eram reservados para uma elite branca da população, enquanto a maioria negra vivia em péssimas condições e eram tratadas como cidadãos de segunda classe. Mandela, após passar 27 anos preso em uma ilha, assume a presidência do país em uma política de reconciliação, sem se vingar dos seus opressores e sim pensando em um futuro em conjunto, em que todos pudessem participar.

No Brasil vemos esta ideia nas rodas de capoeira, de samba, no círculo em que todos participam. O epistemicídio (a morte de um certo tipo de conhecimento), exterminou saberes de diversos povos nos processos de colonização e de neocolonização. Tais saberes que tem como o eixo o ubuntu, o bem viver, são vitais para a nossa sobrevivência, para pensar em novas formas de vida alternativas ao sistema capitalista. Para pensar em novos horizontes.  

Veja o vídeo produzido pelo QuatroV sobre Nelson Mandela:

Categorias: Africa, Ámérica do Sul
Tags: ,

Boletim diário

Indique o seu e-mail para subscrever o nosso serviço diário de notícias.


Milagro Sala

Canale youtube

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

Arquivo

Except where otherwise note, content on this site is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license.