Universidade para todos – Universalização da educação superior.

04.08.2017 - Redação São Paulo

Universidade para todos – Universalização da educação superior.

O Brasil se destaca como uma das nações mais desiguais do mundo.  Segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), de 2015, o país ocupa a 79º em uma lista de 188 países, em termo de IDH. O índice mede a qualidade de vida e tem como parâmetros a expectativa de vida, o nível de escolaridade e a renda per capita.

No que tange a educação a situação não poderia ser diferente. Inúmeras pessoas talentosas deixam de estudar o que gostam por conta de problemas com relação ao acesso e a permanência, isto não pode ser admitido.

Neste artigo analisaremos o contexto educacional de nível superior brasileiro e argentino. Em um momento de crescentes cortes orçamentários providos por um governo ilegítimo, o que afeta diretamente os investimentos na área da educação. Refletir sobre este tipo de política pode parecer utopismo. Mas a política de cotas também era tida como utópica e agora ela faz parte dos mais importantes centros universitários que existem em solo brasileiro.

A educação brasileira é elitizada enquanto na Argentina é de massa, sendo que o acesso é irrestrito.O sistema educacional superior brasileiro é diversificado com instituições de ensino variadas. Sendo que a maioria das matrículas é feita no setor privado, que salvo no caso de algumas instituições de caráter não-lucrativo, é de baixa qualidade. 88,35% das instituições são privadas e 11,65% são de instituições públicas.

Os dados revelam que o sistema educacional privado brasileiro é um dos maiores do mundo, sendo que maior parte dos estudantes pobres brasileiros estudam em faculdades privadas.

Caso Argentino

(Imagens da Universidad de Buenos Aires, UBA)

O sistema superior argentino é binário com instituições profissionalizações e de pesquisa. Na Argentina há um número equilibrado entre instituições privadas e públicas, segundo dados do ano de 2012, 79,5% dos estudantes se matriculam nas instituições públicas, enquanto 20,5% nas instituições privadas.

O acesso é regulado pelas IES e irrestrito. A argentina possui um caráter mais democrático com relação ao acesso universitário. O sistema brasileiro em comparação é mais elitista com relação a seleção. A UBA (Univerisdad de Buenos Aires) que é uma faculdade de acesso irrestrito e de alta qualidade. Tendo produzido inclusive prêmios Nobel, o que demonstra a sua qualidade de ensino.

Também é importante salientar que em níveis de desigualdade econômica a nação vizinha possui uma situação melhor do que a brasileira com o IDH em 0,836 enquanto o nosso é de 0,755, atrás de países como o Panamá e o Cazaquistão.

O sistema adotado na argentina é um passo importante para a construção no brasil de um sistema de universidade para todos, onde a partir de uma nota mínima o estudante pode ingressar em uma instituição de ensino superior (como no caso argentino). Um passo essencial para garantir o acesso de todos aqueles que tem vontade de estudar, mas que são barrados.  A questão da permanência poderia ser amenizada com um programa de renda mínima.

A educação não é gasto. Educação é investimento. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) cada R$ 1,00 real investido em educação gera R$ 1,85 para o PIB. Em comparação com outras políticas públicas, as da área da educação geram um importante e estrondoso impacto para a vida econômica de um país. A relação entre a renda e a escolaridade é intrínseca e está inclusa no no cálculo que mensura o IDH, como já mencionamos.

A educação é um direito de todxs! Não pode ser um privilégio de uma pequena oligarquia.

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