Do pacifismo à não-violência

29.10.2016 - Gabriela Amaya

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Do pacifismo à não-violência

Com o lema “A reconciliação é o único caminho para a paz”, em 1 de outubro, véspera do Dia Internacional da Não-violência, centenas de pessoas construíram em Berlim um símbolo humano da paz que se transformou em um símbolo pela não-violência, coincidindo com a comemoração dessa jornada internacional em numerosos pontos do planeta.

Foi feito dentro do IPB2016, em frente à faculdade que recebeu esse evento e a proposta da agência internacional de notícias Pressenza.

A conhecida forma do símbolo da paz se transformou, em determinado momento, em um símbolo da não-violência representando a necessidade de se avançar do campo do pacifismo ao da não-violência, o que implica o reconhecimento de diferentes formas de violência, não somente a violência física cuja maior expressão é a guerra, como também a violência econômica, racial, religiosa, de geração, sexual, psicológica, moral, etc.

A não-violência possui também um estilo de vida cotidiano que se baseia no princípio moral universal. « trate os demais como quer que eles te tratem ».

As palavras, na boca de diferentes pessoas de idades e locais diferentes, e as imagens que acompanham esse documento constituem a melhor explicação desse significativo e inspirador ato.

https://youtu.be/JELCCMlWykE

“Amanhã, 2 de Outubro, aniversário do nascimento de Gandhi, é o Dia Internacional da Não-violência.

Estamos aqui para comemorá-lo iluminando a escuridão desse momento com a simples luz de nossos celulares e com a força poderosa de nossas melhores aspirações.

Existem muitas pessoas como nós no mundo, pessoas que lutam pela paz e acreditam que a violência não é natural e pode ser superada.

E por isso não estamos sozinhos nessa praça em Berlim já que em todo o mundo muitos eventos estão ocorrendo nesses dias. Flash mobs, música, teatro, cinema, vídeos, fotos para a não-violência, cursos em escolas, oficinas para crianças e adultos, e assim sucessivamente. São muitos eventos para mencionarmos todos, mas queremos cumprimentar as pessoas e organizações que estão elevando suas vozes para um novo humanismo, um momento histórico de reconciliação, um clima de paz e desarmamento.

E agora vamos acender nossas luzes!”

Nesse momento, o símbolo da paz vivo se ilumina com as luzes dos telefones, enquanto se convida a meditar…

“Hoje estamos aqui para enviar um sinal de apoio aos milhões de pessoas no mundo que estão exigindo a paz.

Para enviar um sinal de esperança para todos aqueles que vivem na guerra. Para fazê-los saber que não os esquecemos.

Para enviar um sinal de ânimo para aqueles que querem a paz, mas que ainda não estão entre nós.

Para enviar um sinal a nós mesmos, para que nunca nos esqueçamos da importância e do valor do que fazemos.

Para enviar uma advertência aos que alimentam as guerras e a violência, para que saibam que não dormimos.

Para que saibam que uma nova cultura de paz e não-violência está nascendo”.

Depois de algum tempo: “E agora vamos formar o símbolo vivo da Não-violência!”.

E com o símbolo da não-violência já formado, se convida a uma nova meditação:

“Denunciamos a desumanização, a opressão e a violência em quaisquer de suas formas – física, econômica, racial, religiosa, ecológica, psicológica, de gênero e moral.

Nos rebelamos a continuarmos presos a uma cultura mecânica de ressentimento, culpa e vingança e lançamos uma revolução não-violenta intencional, pessoal e social.

Não aceitaremos um futuro fechado para o ser humano e nosso planeta.

Pedimos o direito de todo ser humano a ser feliz e livre. Livre de amarras externas e internas, livre de dor e sofrimento.

Então, conectando com o humano em nós, vamos respirar uma lufada de ar e enviá-la ao fundo de nosso coração pedindo a superação da violência. E do fundo de nosso coração, nos comprometemos aqui a colocar o melhor de nós mesmos para construir uma cultura de paz e não-violência, buscando o que nos une, criando pontes entre os seres humanos e trabalhando pela reconciliação com nós mesmos, entre as pessoas e os povos.  

Para todas e todos Paz, Força e Alegria!”

Traduzido do espanhol por Bruno Brando Farias

 

Categorias: Humanismo e Espiritualidade, Internacional
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