Centenas de pessoas participam da Caminhada Lésbica em São Paulo

02.06.2013 - Agencia Brasil

Centenas de pessoas participam da Caminhada Lésbica em São Paulo
(Crédito da Imagem: Foto: Cena da 11ª Caminhada Lésbica de São Paulo, na Av. Paulista, na véspera da Parada do Orgulho LGBT | RBA)

São Paulo – Centenas de pessoas participaram hoje (1º) da 11ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais, que teve início no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Manifestantes empunhavam uma grande faixa com os dizeres “O Estado brasileiro é laico” e pedindo o fim da homofobia. A Polícia Militar estimou a presença de 500 pessoas no início da caminhada. A expectativa dos organizadores era atrair 1,5 mil pessoas.

Os manifestantes fecharam três faixas da Avenida Paulista, sentido Paraíso-Consolação, e desceram a Rua Augusta até a Praça Roosevelt, no centro da capital, onde está programada, para mais tarde, uma série de shows.

“Esse é um evento político para trazer visibilidade à causa das mulheres lésbicas e bissexuais”, disse Mariana Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas e analista de relações internacionais, uma das organizadoras do evento.

Segundo Mariana, uma das principais lutas do movimento ainda é o do direito à vida, à segurança e à integridade do próprio corpo. “A gente tem muito medo de andar na rua e ser espancada. As mulheres, principalmente, sofrem estupros corretivos para que ‘possam deixar de ser lésbicas’. A integridade física é o mínimo e não é garantida. A violência homofóbica tem crescido muito, comprovada por pesquisas e estatísticas”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O casal Cristiane Eugênio e Ana Paula Maria do Carmo acompanhou o evento pela primeira vez. Casadas desde novembro do ano passado, elas relatam episódios de discriminação e contam que foram obrigadas a esconder o relacionamento por muito tempo, principalmente na igreja que frequentavam.

“Já sofremos preconceito. Ficamos nove anos em uma mesma igreja, mas lá não podíamos nos assumir [homossexuais]”, contou Cristiane. Hoje, elas frequentam um novo templo religioso que aceita as duas como casal. “As pessoas precisam respeitar a orientação sexual que nós temos e saber que isso não é um problema demoníaco e que também não é uma escolha: nós nascemos assim e vamos ser assim”, disse Cristiane.

Por Elaine Patricia Cruz, Repórter da Agência Brasil

Categorias: Ámérica do Sul, Diversidade, Entrevista
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