Morreu genocida Jorge Rafael Videla

22.05.2013 - Télam - Agencia Nacional de Noticias de la República Argentina

Morreu genocida Jorge Rafael Videla
(Crédito da Imagem: Foto: Wikimedia Commons | Edgardo E. Carbajal)

O ditador faleceu ontem de manhã, às 8.25 por causas naturais. Tinha chegado ao poder em 1976, após o golpe de Estado e comandou a ditadura mais sangrenta da Argentina, até 1981.

Segundo o parte médico, Videla, com 87 anos, “foi encontrado na sua cela sem pulso nem reação pupilar, pelo qual foi realizado um ECG (eletrocardiograma) comprovando o óbito, sendo as 08.25 hs do dia de hoje”.

O ditador liderou o golpe militar ocorrido em 24 de março de 1976, ocupando a presidência até 1981 e atualmente enfrentava um julgamento oral pela chamada “Operação Condor”, a coordenação da repressão ilegal entre governos de facto latino-americanos.

A última visita aos tribunais federais em Retiro foi na terça-feira passada, quando foi levado da prisão de Marcos Paz para ser interrogado perante o Tribunal Oral Federal 1 pela Operação Condor, onde estava sendo julgado com mais 24 acusados.

Na ocasião negou-se a prestar depoimento, mas leu um breve manifesto no qual assumiu “plenamente” as “responsabilidades castrenses” pelo fato que ele chamou uma “guerra” contra o “terrorismo” e deslindou de culpas os subordinados chefiados por ele.

A Câmara o encontrou responsável por muitos homicídios qualificados, 504 privações ilegais da liberdade, torturas, roubos agravados, extorsão e sequestros extorsivos. Após ser condenado em 1985 a cumprir prisão perpétua no processo 13 do emblemático Julgamento das Juntas Militares, Videla foi indultado pelo presidente Carlos Menem em 28 de dezembro de 1990 e esteve livre até 1998, quando o juiz federal de San Isidro Roberto Marquevich o prendeu por roubo de menores, o único crime que estava fora da órbita do indulto presidencial.

No dia 5 de julho de 2012 foi condenado a 50 anos de prisão pelo Tribunal Oral Federal 6, quando o encontraram culpável de executar um programa sistemático de subtração de menores, filhos das sequestradas nos centros clandestinos de detenção e condenado por 18 casos, entre eles o do Guido, neto da presidenta das Avós de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto.

A pena de 50 anos se transformou em prisão perpétua ao ser unificada com duas condenas anteriores a cadeia perpetua, a do processo 13 e outra proferida na província de Córdoba em dezembro de 2010, pelo assassinato de 31 presos políticos.

Categorias: Ámérica do Sul, Internacional, Política

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