Desarmamento nuclear: o primeiro passo para um mundo em paz

12.04.2009 - Madrid - Rafael de la Rubia

Obama expôs em Praga sua visão de um mundo livre de armas nucleares e continuou seu discurso com uma série de propostas específicas para alcançar essa meta, como a redução dos arsenais atuais, a atualização do Tratado de Não-proliferação Nuclear e novos controles para evitar o acesso de grupos terroristas a armamentos atômico. Afirmou: “O objetivo é que países com armas nucleares movam-se em direção ao desarmamento, países sem armas nucleares não possam adquiri-las e todos os países possam ter acesso a energia nuclear para usos pacíficos”.

Obama não definiu, nesse discurso, se renunciará definitivamente à instalação do escudo anti-mísseis previsto para a República Tcheca e a Polônia. Essa demanda foi exigida na República Tcheca por uma forte campanha dos cidadãos liderada pelo movimento não-violento contra as bases “Europe for Peace”.

O fato dessas declarações terem sido sucedidas pelo acordo feito com o presidente russo de confirmar a redução das armas estratégicas fez renascer a esperança da eliminação mundial do armamento nuclear.

Parabenizamos a coragem de Obama por tomar a iniciativa do desarmamento nuclear. Obama abriu um caminho ao diálogo e ao desarmamento nuclear de transcendência histórica que dá continuidade ao processo iniciado por Gorbatchev na década de 80.

Neste sentido, o SIPRI (Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo) colabora com experiências positivas recentes em matéria de países desnuclearizados. É o caso de países anteriormente possuidores de armamento nuclear, como a África do Sul e os estados pós-soviéticos como Bielorrúsia, Casaquistão e Ucrânia. O fato de que tais estados sejam desnuclearizados em virtude de um programa de desarmamento seguro e com garantias constitui uma valiosa lição.

É preciso colocar em marcha um processo gradual de desarmamento nuclear que nos indique o caminho a seguir e, ao mesmo tempo, nos proporcione a oportunidade de consolidar os mecanismos de não proliferação e estabelecer um novo sistema de segurança mundial sem armas nucleares.

Com essa proposta, Obama empreendeu uma direção que aponta para a distensão. No entanto, para consolidá-la serão necessárias outras medidas, como a retirada das tropas que atualmente invadem territórios alheios, o desarmamento progressivo e proporcional e outros passos que podem nos levar realmente a um mundo novo.

Sabemos que isso implica driblar grandes dificuldades, mas este é um momento de abertura de possibilidades e a voz das pessoas pode agora ser ouvida e tornar-se um grande apoio para a mudança.
O desarmamento nuclear e outros pontos constituem a proposta da [Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência] (http://theworldmarch.org, “A Marcha Mundial”) para entrada em uma nova etapa das relações entre países, uma nova etapa da história humana.

Categorias: Assuntos internacionais, Europa, Internacional, Opinião

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