Gonzalo Escobar, de 25 anos, nascido e criado na Comunidade Ecológica de Peñalolén, vive desde criança com incapacidade intelectual. Filho único, já viveu na própria pele essa necessidade presente em nossa sociedade, e ele mesmo vem dando um exemplo para que essa mesma sociedade eleve seu grau de inclusão.

Sua história começa no colégio Altamira, que fica próximo a seu bairro e se caracteriza pela inclusão. De lá passou ao Colégio Diferencial Madre Tierra, onde entrou em contato com organizações de apoio e conheceu a fundação Olimpíadas Especiais e a Fundação Ride de Vuelta.

Além disso, se capacitou no AIEP para serviços de restaurantes e trabalhou em vários estabelecimentos de atendimento ao público.

Desde pequeno pratica diversos esportes, como natação, esqui, futebol, atletismo e snowboard. Pouco a pouco foi se destacando até se tornar atleta de ponta e ser selecionado para representar o país no snowboard nas Olimpíadas Especiais realizadas em Aspen, Colorado, realizadas em 2020.

Podendo competir em outras disciplinas, é partidário da facilitação e fomento de espaços para que outros esportistas com necessidades especiais vivam “uma experiência tão marcante” como essa. Assim é que se constrói a inclusão!

Em seu retorno, teve a oportunidade de atuar como auxiliar de professor de educação física e foi contratado pelo DEM (Departamento de Educação Municipal) da municipalidade de Lo Barnechea como assistente de esportes, onde hoje tem a função de prestar apoio a professores de educação física de diversas escolas da comunidade.

Além de tudo isso, Escobar é um colaborador entusiasmado das boas relações entre os bairros na Comunidade Ecológica e mais: representante de sua região no comitê anti-incêndios da junta de vizinhos, sempre alerta aos focos de incêndio na área, onde a seca e a escassez de água estão mais vulneráveis do que nunca.

Mas vejamos o que ele tem a dizer em suas próprias palavras:

Mensagem a todas as pessoas:

“A inclusão não é feita por apenas uma só pessoa, e sim por todos e todas. Não podemos pensar que somos os únicos no mundo: há pessoas ao nosso redor.

Tenhamos mais empatia pelo restante, nos ajudemos mutuamente quando necessário. Por exemplo, se uma pessoa com necessidades físicas ou em cadeira de rodas quer subir em um ônibus, e há alguém só pensando em si próprio, pode ser que não a note e ela fique embaixo, sem poder subir.

Deixo uma reflexão: se vocês – e também me incluo – estivessem lesionados ou com alguma necessidade especial, como se sentiriam nessa situação?

Vamos tornar nosso mundo mais inclusivo e sem discriminação, com os mesmos direitos e oportunidades para que todas as pessoas possam ter o mesmo acesso a saúde e a educação, sem diferenças.”

Mais recursos sobre a inclusão através do esporte:

Olimpíadas Especiais

Além das Olimpíadas e dos Jogos Paraolímpicos, existem as Olimpíadas Especiais, celebradas a cada 4 anos em diferentes partes do mundo. O movimento está presente em 192 países, com 7 escritórios regionais.

No Chile, participam mais de 5000 atletas com incapacidade intelectual, incluindo cerca de 800 famílias, mais de 500 voluntários e voluntárias, mais de 400 estudantes e profissionais da saúde capacitados.

Saiba mais e doe no site: https://www.olimpiadasespecialeschile.org/ ou na conta de Instagram https://www.instagram.com/oechileoficial

Fundação Ride de Vuelta

Esta organização sem fins lucrativos visa “aproximar os participantes a experiências de vida centradas no desenvolvimento da sua independência, autonomia e laços de amizade, ao mesmo tempo em que são orientados por monitores no sentido de uma aprendizagem significativa de formas responsáveis e diversificadas: desporto, cultura e entretenimento”.

Conta com cursos e passeios mensais. A conta do Instagram do projeto (muito completa) é @fundacionridedevuelta

Mais imagens de Gonzalo:

 


Traduzido do espanhol por Daniela Freitas / Revisado por Débora Lima