MÚSICA

Por Renan Simões

 

O único álbum do Moto Perpétuo, grupo que deu o pontapé inicial na carreira de Guilherme Arantes, é cheio de surpresas musicais. Aqui, o complexo rock progressivo anda lado a lado com ganchos pop, com direto a um leque considerável de viagens sonoras e poéticas – que outro disco no universo teria a frase “mal o sol amarelecera no céu”? 

A sinergia entre Guilherme Arantes, Egídio Conde, Cláudio Lucci, Gerson Tatini e Diógenes Burani é admirável ao longo de todo o registro. Conto contigo é uma canção progressiva notável e brilha no álbum junto a Matinal e Os jardins. O acompanhamento instrumental dessas músicas é simplesmente incrível, e também inusitado em relação ao que se é esperado de acompanhamentos instrumentais de canções.

Duas, por sua vez, é uma contrapartida mais para o pop. Dentre as demais faixas, podemos destacar Mal o sol, Verde vertente, Não reclamo da chuva e Seguir viagem; quanto às três restantes, considero como experimentos progressivos que não funcionaram muito bem. 

Moto Perpétuo, Moto Perpétuo (1974), rock progressivo de qualidade para as massas! Ouça, desfrute, reflita, repasse: