O museu da Cidade do México abriga a mostra Visões Plásticas de Tenochtitlán, vinculada à cultura da nação asteca e ao despojo dos povos originários depois da invasão e conquista espanhola.

Formada por mais de 55 obras, a exibição pretende promover a aproximação do público presente à diversidade de técnicas e suportes como cartografia, desenho, pintura, escultura, litografia e instalação; assim como a fac-símiles de códices originais e a um esboço da primeira muralista mexicana Aurora Reyes.

A exposição comemora os 500 anos da Resistência Indígena, utilizando a narrativa plástica e uma linha histórica com dois momentos: México- Tenochtitlán, capital dos mexicas, conhecidos na historiografia tradicional como astecas, antes da intervenção e da queda do poder mexica.

De acordo com os organizadores, o compêndio convida os participantes ao questionamento sobre quem somos, de onde viemos e a que aspiramos ser amanhã e reúne o acervo da pinacoteca com obras de artistas contemporâneos como Daniel Lezama, Eric Pérez e Roberto Granados.

Sob a autoria de Lezama, por exemplo, está a obra “A família de Malinche”, baseada no quadro “Malinche e Cortês”, do muralista, caricaturista e litógrafo mexicano José Clemente Orozco, ganhador do Prêmio Nacional de Belas Artes do México em 1946.

Já as obras “O olho da serpente” e “Eterna peregrinação II” pertencem a Betsabeé Romero; Ulises Portillo aparece com “A paixão de Isabel” e Granados participa com um quadro no qual reflete o Escudo Nacional e a cabeça da serpente do Museu da Cidade do México.

A exposição permanecerá até fevereiro de 2022 nessa pinacoteca, recinto construído como palácio vice-real em 1536 e que, após várias reformas e modificações em seu aspecto e funcionamento, serviu de morada a famílias nobres, estabelecimentos comerciais e como espaço cultural.

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Traduzido do espanhol por Beatrice Tuxen / Revisado por Nathália Cardoso