Centro Mundial de Estudos Humanistas organiza seu 8° Simpósio “Um Novo Humanismo para um mundo novo. Intercâmbios plurais a partir de um mundo em crise”

03.04.2021 - Javier Tolcachier

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Centro Mundial de Estudos Humanistas organiza seu 8° Simpósio “Um Novo Humanismo para um mundo novo. Intercâmbios plurais a partir de um mundo em crise”

Entrevista com Daniel León, membro da equipe organizadora do 8° Simpósio internacional do Centro Mundial de Estudos Humanistas

 

De 16 a 18 de abril, sob o lema “Um Novo Humanismo para um mundo novo. Intercâmbios plurais a partir de um mundo em crise”, será realizado virtualmente o 8° Simpósio internacional do Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH).

A fim de internalizar as características e os objetivos do evento, a Pressenza conversou com Daniel León, membro da equipe de coordenação internacional do CMEH e integrante da equipe organizadora.

 

– Qual o significado do título dado a este 8° Simpósio, o que pretendem?

– O título do Simpósio tem a ver com o nosso propósito de que o Humanismo se torne o “signo”, poderíamos dizer, de uma nova etapa da humanidade. E o que entendemos por “Humanismo”? Em termos gerais, a colocação do ser humano como valor central. Ou, melhor ainda, a evolução do ser humano como valor central. Acima de outras entidades como a pátria, a religião, o progresso, a economia etc., a cujo serviço normalmente o ser humano está subordinado. O Humanismo afirma ainda a igualdade dos seres humanos, a liberdade de ideias e crenças, o repúdio a toda forma de violência e uma tendência ao desenvolvimento do conhecimento para além do que é aceito como verdade absoluta.

Perceba que, se essas ideias conseguissem abrir caminho no mundo do amanhã, este seria sem dúvidas “um mundo novo”, um novo sol, como afirma Schiller, sob o qual os homens possam voltar a ser irmãos.

– Comente sobre os principais eixos temáticos que serão abordados.

– Bom, são vários eixos temáticos. O humanismo no momento atual, o pós-humanismo, o trans-humanismo, a superação da violência, a eliminação das armas nucleares, a crise climática, uma economia para a liberdade, a questão de gênero, o avanço em saúde e educação a partir da perspectiva humanista, novas concepções sobre a consciência, a transcendência e a espiritualidade. Há mais dois eixos: “novos estilos de vida” e “visões futuras”.

– Você pode nos dar mais detalhes sobre a programação e as formas de participação?

– Haverá mais de 80 conferências e mesas redondas de intercâmbio sobre esses temas que acabei de mencionar. Todas me parecem muito interessantes. Chama minha atenção a conferência do Juiz Baltasar Garzón sobre os aspectos jurídicos que o Novo Humanismo pode incorporar, e também a conferência da Dra. Julia Carabias, que irá mostrar como acessar um “mundo de bem-estar”, mas recuperando a sustentabilidade ambiental. Também chama a atenção a homenagem que será feita no último dia, domingo, ao Dr. Akop Nazaretián, por sua contribuição à compreensão do processo humano e por seu legado de uma visão alentadora sobre o futuro da humanidade. Nesta homenagem participarão amigos da Argentina, do Chile, do México, da Espanha e da Rússia.

A programação com os diversos conferencistas e horários está disponível a todos na página do Simpósio, http://2021.worldsymposium.org.

A modalidade de participação se encontra na inscrição, através do formulário que está no site. Na sequência, todos os inscritos receberão um código para acessar os distintos canais no Zoom.

– Quais os feitos anteriores a este Simpósio e como você avalia os resultados?

– Este é o 8º Simpósio do CMEH. O primeiro aconteceu no ano de 2008, ou seja, nós temos realizado um Simpósio a cada dois anos aproximadamente. Embora tenhamos registrado no último ano um crescimento do CMEH na ordem de uns 20%, não podemos avaliar nossa ação a partir de um ponto de vista quantitativo, já que a nossa função tem sido sempre a de gerar consciência sobre a crise da humanidade, e as possíveis vias de superação.

O ser humano nada faz no mundo físico se aquilo não tiver passado por sua mente antes, como ideia e como imagem de ação. Coincidentemente, o processo histórico mostra que o principal fator que propiciou “a ascensão do homem” foi o desenvolvimento da sua consciência, ou, dito de outro modo, o desenvolvimento do conhecimento e da inteligência correspondente.

– O CMEH surge e faz parte do Movimento Humanista, corrente fundada por Mario Rodríguez Cobos (SILO). Qual é o desenvolvimento atual do órgão e quais atividades ele realiza?

– Nos diversos Centros de Estudos Humanistas, são estudadas as propostas do Humanismo Universalista em seus aspectos individuais e sociais, e são investigados novos caminhos que conduzam ao desenvolvimento da consciência e à evolução do ser humano. Não é uma tarefa fácil, mas provavelmente seja a coisa mais importante que pode ser feita neste mundo no momento atual.

Os Simpósios mundiais, por sua vez, permitem que haja o intercâmbio e a transferência de ideias entre diversas correntes de pensamento que estão orientadas para a evolução do ser humano. Isto pode ser mutuamente benéfico e acelerador de uma mudança conjunta. Neste Simpósio podemos ver a participação de muitos expoentes que não participam do Movimento Humanista – não cheguei a contar, mas acredito que sejam a maioria. Isso nos dá uma alegria imensa: será realmente, como diz o subtítulo, um intercâmbio cultural.

– Na atual crise que a humanidade atravessa, que contribuição você acredita que o CMEH pode dar em específico, e que contribuição o Novo Humanismo pode dar em geral?

– O neoliberalismo avançou no mundo nos últimos 30 anos, produzindo uma acumulação de riquezas nunca antes vista na história. Basta mencionar esta triste simetria: o 1% mais rico da humanidade detém 50% da riqueza total, enquanto os 50% mais pobres têm que sobreviver com somente 1% dos recursos existentes. Para piorar, esta brecha entre ricos e pobres está cada vez mais evidenciada. São números que mostram um mundo excessivamente desigual e desumano. São números que se traduzem em dezenas de crianças que morrem em decorrência de doenças relacionadas à desnutrição. Enquanto isso, milhões e milhões são gastos em armas.

Em termos gerais, o Novo Humanismo denuncia este “anti-humanismo” que caracteriza o mundo atual, e propõe procedimentos e ações para caminhar para um mundo mais humano. É dentro desse movimento geral que ao CMEH compete realizar os estudos, pesquisas e o esclarecimento das melhores formas para alcançar esse propósito, ou, ao menos, tentar… pois existiu um homem muito sábio, que em momento oportuno afirmou: “a verdadeira luta do homem está em sua consciência; importa, pois, despertá-la”.


 

Traduzido do espanhol por Nathália Cardoso| Revisado por Tatiana Elizabeth

Categorias: Assuntos internacionais, Entrevista, Humanismo e Espiritualidade
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