Construtoras do futuro: Moema Viezzer

13.03.2021 - Juana Pérez Montero

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Construtoras do futuro: Moema Viezzer
(Crédito da Imagem: Pressenza IPA)

Educadora popular, socióloga, ambientalista, feminista e defensora dos direitos humanos, a socióloga brasileira, Moema Viezzer, é também autora do livro Se me deixam falar, no qual conta a vida da mineira boliviana Domitila Barrios de Chungara, quem conheceu durante o exílio no México. O livro foi publicado em 14 idiomas.

Moema se define como ecofeminista e defensora da vida. Sobre sua relação com o feminismo, ela destaca, em Construtoras do Futuro: “Desde o início, achei interessante trabalhar toda aquela nova dimensão que o feminismo trouxe e abriu para a humanidade. Foi um desafio e, às vezes, um risco entrar em ambientes mistos e bastante masculinos (sindicatos, igrejas) sempre atuando a partir da educação popular […] Percebe-se que este sistema patriarcal é algo muito antigo, muito ligado ao sistema colonial. É o domínio do homem sobre a mulher, o que também significa domínio sobre pessoas de outras raças, etc.”

Mergulhando na raiz do problema, ela nos conta: “Temos que repensar todo esse modelo hegemônico que colocou a economia no topo de tudo o que se faz, e decide sobre a nossa vida em sociedade e sobre a forma como se usa e abusa dos bens comuns. E eu acho que as mulheres trouxeram essa reflexão com muita força […] Finalmente, há uma mudança a ser feita na relação do ser humano com a natureza. Como colocar a economia, a abundância que ainda existe a serviço da vida, e não como colocar o mercado à frente de tudo? Os estados-nação não contam mais, porque algumas corporações controlam os estados e até mesmo as Nações Unidas. […] Temos que ter clareza de que se trata de mudar tudo para colocá-lo a serviço da comunidade da vida”.

Sobre o futuro e a resposta a dar, Moema explica: “Estamos em um momento de ver como [as lutas] têm uma convergência, um substrato comum, e temos que aprender muito mais para ver como trabalhamos isso de uma forma mais holística, mais sistêmica. É um grande desafio para o momento atual”.

Exilada durante anos por sua militância, atualmente mora no Brasil e continua ativa aos seus 82 anos. Aproveitem a entrevista!


 

Traduzido do espanhol por Mércia Santos / Revisado por Graça Pinheiro

Categorias: Direitos Humanos, Ecologia e Meio Ambiente, Educação, Entrevista, Gênero e feminismos, Internacional, Video
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