Julian Assange segue em custódia na “Guantânamo britânica”.

25.01.2021 - Reto Thumiger

This post is also available in: Francês, Alemão

Julian Assange segue em custódia na “Guantânamo britânica”.
A Justiça britânica negou o pedido de liberdade sob fiança do fundador do WikiLeaks, devido ao risco de fuga.

Na segunda-feira, a juiza Baraitser se recusou a extraditar Assange para as autoridades dos EUA devido à sua saúde mental e às condições esperadas da prisão nos EUA. Hoje (06/01) ela se manifestou contra a sua libertação, devido ao risco de fuga e ressaltou que ele está sendo bem tratado na penitenciária de segurança maxima de Belmarsh, também conhecida como a Guantânamo britânica.

A nota da defesa de que Assange agora teria fortes conexões familiares no Reino Unido, uma vez que sua parceira e seus dois filhos pequenos vivem em Londres, não conseguiu mudar a decisão judicial.

Ainda que reconhecido pela juiza Baraitser o estado de saúde degradante  de Assange em seu julgamento na segunda-feira (04/01), tal fato foi desconsiderado no veredito de hoje (06/01). As condições da penitenciária de segurança máxima britânica e seu isolamento quase completo são os principais motivos.

Nils Melzer, o relator especial da ONU sobre tortura comentou na segunda feira (04/01):

“A sentença falha ao reconhecer que o estado deplorável de saúde do Senhor Assange é resultado direto de décadas de violações intencionais e sistemáticas de seus direitos humanos mais básicos pelos governos dos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia e Equador.”

“Mesmo com pendencia do recurso judicial, seu isolamento contínuo em uma penitenciária de segurança máxima é totalmente desnecessário e desproporcional. Não há justificativa alguma que o impeça de aguardar a sentenca final em um ambiente em que ele possa recuperar sua saúde e seguir em normalidade, levando uma vida familiar e profissional”, acrescenta Melzer.

Sevim Dagdelen e Heike Hämsel, membros do parlamento alemão pelo partido DIE LINKE, descreveram em um comunicado de imprensa o julgamento de hoje como um escandalo:

“A decisão da justiça britânica é um ataque à vida e à saúde de Julian Assange. O governo federal deve fazer todo o possível para assegurar que Julian Assange não venha a falecer na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh.”

Nils Muizieks, Diretor europeu da Anistia Internacional também comentou sobre o julgamento, da seguinte forma:

“Está claro que, desde o inicio, Julian Assange não deveria ter sido extraditado. As acusações contra ele foram motivadas politicamente e o governo britânico não deveria nunca ter apoiado o Governo estadunidense nessa perseguição implacavel a Assange”

“ O Governo dos Estados Unidos se comporta como se tivesse o direito em todo mundo de perseguir qualquer um que receba e publique informações sobre crimes governamentais. A justiça britânica, com a decisão de hoje, transparece que não tem intenção de se contrapor aos EUA“, diz Nils Muiznieks.


Traduzido por Ricardo Paris / Revisado por José Luiz Corrêa

Categorias: Direitos Humanos, Internacional, Política
Tags: , , , , , , , , , , , ,

Boletim diário

Digite seu endereço de e-mail para assinar o nosso serviço de notícias diárias.

Search

Whatsapp

Pressenza Whatsapp

Informe Pressenza

Informe Pressenza

Caderno de cultura

Caderno de cultura

O Princípio do fim das armas nucleares

Documentário 'RBUI, o nosso direito de viver'

Canale YouTube

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

Arquivo

xpornplease pornjk porncuze porn800 porn600 tube300 tube100 watchfreepornsex

Except where otherwise note, content on this site is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license.