Rendimento Básico Universal: que sejam os robôs a trabalhar

28.05.2020 - Barcelona, Catalunha - Sasha Volkoff

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Rendimento Básico Universal: que sejam os robôs a trabalhar

Este artigo dá continuidade a uma série que tentará explicar brevemente diferentes aspectos da proposta do Rendimento Básico Universal (RBRI). Para ver a série completa de artigos publicados sobre este mesmo tema, clique aqui.

Nos anos 20, começaram as especulações sobre a possibilidade de robots assumirem alguns dos trabalhos realizados pelas pessoas; esta foi uma evolução lógica, pois a história do ser humano é também a história do desenvolvimento de ferramentas mecânicas que tornaram possível produzir mais e melhor, e ao mesmo tempo que o ser humano se dedique a tarefas mais elevadas. Desde as primitivas ferramentas de pedra  do Paleolítico, passando pelo domínio do metal, chegando até ao motor a vapor. Já no século XX, o advento dos computadores completou o círculo. Hoje temos máquinas para quase tudo, e cada vez mais “inteligentes” (vamos deixar o debate sobre a “inteligência” das máquinas para outra altura), e quase não há trabalho em que uma máquina não seja utilizada, desde um simples arar a um telemóvel sofisticado.

Chegou a hora de realizar o sonho que alguns imaginavam: que todo o trabalho pesado e mecânico pudesse ser realizado por máquinas. Não tardará muito até que seja tecnologicamente possível e, de facto, se os recursos fossem consagrados à investigação, o pouco que falta seria rapidamente completado. O que nos tem faltado até agora é vontade, tanto política como económica.

A RBU seria um grande incentivo: por um lado, mais pessoas poderiam dedicar o seu tempo à investigação neste domínio e, por outro, uma vez que não existe uma necessidade económica extrema, seríamos obrigados a ter máquinas para fazer algum trabalho pesado que ninguém quereria fazer, pelo menos não por um salário mínimo (estou a pensar, por exemplo, na apanha da fruta). Em vez de afectar recursos económicos e humanos ao desenvolvimento de robôs que possam actuar como soldados “inteligentes” (se fossem “inteligentes” não seriam soldados), esses mesmos robôs poderiam desempenhar funções socialmente muito mais úteis, para benefício de todos. Chegou o momento da RBU.

Categorias: Economia, Opinião
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