Documentário mostra como vivem comunidades afetadas pela mineradora Globest, no Ceará

28.05.2020 - São Paulo, Brasil - Redação São Paulo

Documentário mostra como vivem comunidades afetadas pela mineradora Globest, no Ceará
O documentário tem como principal objetivo fazer com que a voz da população camponesa do território possa chegar mais longe. Manoel Luiz Sobral do Nascimento, Comunidade Bandarro. Captura de video

Por Francisco Barbosa/Brasil de Fato Ceará

Vídeo integra o Cine Crítica Mineral, exibido durante a quarentena por movimento de atingidos pela mineração

Durante o período de quarentena de combate à covid-19, o Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM) vem realizando em seu perfil no Facebook o Cine Crítica Mineral, com exibição de documentários produzidos pela instituição nos locais onde atua. De acordo com Erivan Silva, da Coordenação Nacional do MAM, a iniciativa tem como objetivo dar visibilidade aos conflitos entre os territórios e a mineração, demonstrando a resistência e as vitórias que o povo vem conquistando a partir das lutas.

Um dos documentários exibidos esta semana foi o “Sertão do Inhamuns: Mineração e Destruição”, produzido pelo MAM no segundo semestre de 2017 e lançado no dia 22 de dezembro do mesmo ano. Erivan explica que o documentário, que tem duração de 17 minutos, explora a contradição entre o território camponês e a indústria mineral e retrata como essa indústria invade territórios e se utiliza do argumento do desenvolvimento e progresso para justificar uma atividade destruidora. O vídeo apresenta a realidade de povo camponês que mora nas comunidades Badarro e Besouro, no município de Quiterianópolis, interior do Ceará, que convive diariamente com a empresa Globest Participações Ltda.

Para Erivan, o documentário tem como principal objetivo fazer com que a voz da população camponesa do território possa chegar mais longe e, assim, denunciar e sensibilizar toda a sociedade sobre os malefícios da mineração de ferro em Quiterianópolis e o que poderá vir a ser em outros territórios.

Manoel Luiz Sobral do Nascimento, morador da comunidade de Bandarro, em Quiterianópolis, é um dos personagens que relatam a convivência diária com a mineradora no vídeo. Em uma de suas falas, ele diz que, “para os moradores da comunidade, a chegada da mineradora não trouxe benefício nenhum, apenas prejuízo pra saúde”.

Francisco Romário Silva de Macedo, da Pastoral da Juventude Rural (PJR), também tem participação no vídeo. Ele aproveita para lembrar que a população da sua comunidade vive em uma região semiárida, com dificuldade para acessar água, mas informa que a mineradora não tem essa mesma dificuldade.

“A mineradora Globest tira de nossos mananciais 300 mil litros de água por dia. A comunidade de Bandarro não tem água encanada para ajudar e contribuir na luta do dia a dia e também temos dificuldades de encontrar água nos nossos mananciais para questão de produção e criação de pequenos mananciais”, relata Francisco.

Cine Crítico Mineral

O Cine Crítico Mineral acontece às quartas-feiras e sábados, sempre a partir das 15h no Facebook do MAM e no canal do YouTube.

A ideia central da ação, de acordo com Erivan, é a batalha das ideias entre o modelo de mineração, todavia vigente, e os territórios que estão em conflitos com o capital mineral. “O Cine traz, para além da informação do que se passa no interior dos territórios onde a mineração está acontecendo, a formação de um pensamento crítico para a militância do MAM, os territórios e para toda sociedade. O termo ‘crítico’ é sinalizado como uma outra versão dos fatos para entender a mineração, bem como para desmistificar a narrativa do progresso e desenvolvimento da mineração”.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Saúde
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