A solidariedade como resposta imediata ao coronavírus

15.03.2020 - Madrid, España - Juana Pérez Montero

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A solidariedade como resposta imediata ao coronavírus

Trataremos de ir analisando algumas das consequências deste “acidente” que se somou a nossas  vidas.  Intencionadamente elegemos, antes de outras, uma positiva solidariedade.

Nos momentos mais difíceis, também e cada vez mais, surge o que de melhor tem as pessoas.

Estamos em “estado de emergência” por conta do Covid-10 em toda Espanha e isso implica muitas consequências, algumas das quais desconhecemos, enquanto outras já estamos vivendo.

Há dias, quando se começou a saber que existiam infectados na Espanha, aumentou muitíssimo a compra de máscaras e produtos de álcool para limpar as mãos.  Uns dias depois desapareceu em poucas horas todo suprimento de papel higiênico, que armazéns e grandes supermercados tinham para vender.  Somente têm o tempo de repor diante da demanda absurda de grande parte da população.

Quando se fez evidente que o Governo iria declarar o estado de emergência as pessoas enlouqueceram e compraram comida de forma compulsiva.

E já começaram as demissões de trabalhadores, porém esse é um tema que merece uma nota a parte.

Estas são algumas das consequências mais tangíveis que observamos.

É evidente que todo isso põe em risco os setores da população que têm menos capacidade aquisitiva ( os preços de alguns produtos básicos dispararam, os desempregados não poderão fazer frente aos gastos, etc.), ou, também, farão falta para aqueles que necessitam dessas máscaras ou álcool por terem outros tipos de enfermidades, por exemplo.

Acerca destes comportamentos está o medo e também o individualismo selvagem que nos está levando ao desastre no qual estamos imersos.  Um desastre que é poliédrico (Nota do tradutor retirada do dicionário infopédia: Geometria: sólido poliédrico, porção de espaço limitada por uma folha de uma superfície piramidal fechada), e um dos aspectos deste vírus que está mudando nossos hábitos cotidianos e de relações.  Pode ser que nada volte a ser como antes e depois, porém isso veremos com o tempo.

Também somos profundamente solidários

Agora então, nos piores momentos e cada vez mais, floresce também o melhor de cada um de nós, como indivíduos e como conjunto.

Quero, intencionalmente, e nessa primeira nota, sobre as consequências do afamado coronavirus,  destacar a solidariedade de setores que terão que seguir trabalhando a serviço da comunidade, necessariamente, os profissionais da saúde, sanitários ou não, farmácias, comércios e supermercados, caminhoneiros, bombeiros, setores que neste momento seguem trabalhando,  teremos uma dívida eterna com eles por fazerem esse esforço.

Artistas que dão shows gratuitos pela internet ou museus que mostram suas coleções virtualmente, por exemplo, mostram outro modo de solidariedade.

Porém, as demonstrações de pessoas que através das redes se oferecem voluntariamente para apoiar grupos de risco (como idosos) para que não saiam as ruas?!?!  Chamam atenção o quanto são numerosos.

É fácil encontrar um cartaz em teu bairro (infelizmente o tradutor não conseguiu copiar o cartaz, mas ele diz assim: Se pertences a população de risco me ofereço para fazer as compras que necessites para que não tenhas que sair.  Portanto, podes deixar as bolsas na porta da sua casa para que não haja contato.  Obviamente de forma totalmente gratuita.  Meu número de telefone é.) como o que mostramos acima na foto, ou receber mensagens por telefone de pessoas que se oferecem diretamente para ajudar, ou que alguém, seu vizinho, te chame perguntando se necessitas algo da rua?  Quer que eu faça suas compras?

Não parece para vocês maravilhoso?  Pessoalmente, quando vejo estas iniciativas me comovo.  Em especial, quando a solidariedade se manifesta para ajudar a pessoas e grupos desconhecidos.  Então, minha fé profunda no ser humano e a seu processo me somo, e meu coração salta de alegria.

É claro que, neste momento, podemos eleger entre o medo e o individualismo;  ou a solidariedade e a nós mesmos.  Realmente, me parece que a maioria está apostando no segundo.  De fato, e sabendo disto, o Governo Espanhol apelou para a solidariedade, na hora de tomar medidas que protejam o mais possível os demais, como elemento fundamental para acabar com a epidemia.

Algo pode estar mudando.  Vale a pena seguir empurrando nessa direção:  dos atos solidários que não esperam recompensa e que, ademais, miram o conjunto.  Por acaso teremos algo melhor para fazer?

Categorias: Internacional, Saúde
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