Estudantes se somam ao protesto ‘Grito dos Excluídos’ em oposição ao governo de Bolsonaro

08.09.2019 - Sao Paolo - Opera Mundi

Estudantes se somam ao protesto ‘Grito dos Excluídos’ em oposição ao governo de Bolsonaro
Coletivo de Comunicação do Levante Popular/ Brasil de Fato Protesto em Recife; segundo a Central dos Movimentos Populares (CMP), 132 cidades participam do ato

São Paulo (Brasil)

Desigualdade social, ataques à soberania e destruição da educação pública e da Amazônia foram pautas da manifestação

Na manhã deste sábado (07/09) milhares de manifestantes saíram às ruas em todos os estados para participar do 25º Grito dos Excluídos, manifestação realizada anualmente por movimentos populares no Dia da Independência do Brasil. Neste ano, o lema que norteia os protestos é “Este sistema não vale, lutamos por justiça, direitos e liberdade”, denunciando os crimes socioambientais e os ataques aos direitos dos trabalhadores promovidos desde a derrubada da presidenta eleita Dilma Roussef em 2016.

Os atos acontecem pela manhã em estados como São Paulo, Ceará, Amazonas, Sergipe, Pará, Belo Horizonte, além do Distrito Federal. Segundo a Central dos Movimentos Populares (CMP), 132 cidades participam do Grito.

Em São Paulo, a concentração aconteceu pela manhã na Avenida Paulista. Boa parte dos manifestantes vestiu preto, em protesto contra o governo, e entre suas bandeiras destacavam-se a luta por direitos e em defesa da educação e da Amazônia. Vestidos de preto, estudantes gritavam “cara pintada voltou”, fazendo referências aos protestos pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992.

Estudantes também se destacaram na concentração em frente à Torre da TV em Brasília. Nicolas Nascimento, de 20 anos, participou pela 1ª vez do ato. “Este 7 de setembro é um marco pra eles, que defendem tanto a bandeira do Brasil, mas na verdade só querem entregar as riquezas nacionais”, disse, em entrevista ao Brasil de Fato.

Houve manifestações no interior de São Paulo, em cidades como Campinas e Aparecida. Em Mogi das Cruzes, o ato teve início com discurso do bispo Dom Pedro Luiz Stringhini e depois foi realizada uma passeata até o Largo do Rosário, na região central.

Na cidade de Fortaleza, manifestantes seguiram da Escola Municipal Frei Tito para a Praça Dom Hélder Câmara, lembrando a tragédia ocorrida em Brumadinho e com palavras de ordem contra os cortes de verbas na educação e pela defesa da região amazônica. Já em Belém o ato teve concentração no Mercado de São Brás, em caminhada em direção à avenida Presidente Vargas, onde ocorreu o desfile militar. Segundo a organização, 5 mil pessoas participaram do ato na capital paraense.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Ecologia e Meio Ambiente, Educação
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