Amazônia queima, e o povo vai para as ruas

24.08.2019 - Río de Janeiro, Brasil - Valdir Silveira

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Amazônia queima, e o povo vai para as ruas
(Crédito da Imagem: Valdir Silveira)

Ocorreu hoje, em diversas capitais, manifestações em defesa da Amazônia.
No Rio de Janeiro mesmo sob chuva um grupo numero reuniu-se na praça Cinelândia, famoso palco de manifestações do Centro da cidade.
Já é bem difundido até pelos meios internacionais o desprezo do atual governo brasileiro com o Meio Ambiente, atribuindo sua defesa como um obstáculo ao incremento dos ganhos do agro negócio, energia e mineração.
Em numerosas oportunidades o atual governo incentiva fazendeiros a ampliar suas áreas de exploração sobre as terras indígenas. Ao mesmo tempo em que promoveu as seguintes ações, entre muitas outras para ser breve:
– Corte de 187 milhões no Ministério do Meio Ambiente, sendo metade desse valor relacionado ao IBAMA, responsável pela fiscalização e autuação de crimes ambientais.
– Corte de 50% do orçamento do Prevfogo.
– Criou o Nucleo de Conciliação, que tem o poder de anistiar multas ambientais.
Tudo simplesmente ignorando os alertas do INPE desde janeiro.
Após a foligem das queimadas na Amazônia chegarem a São Paulo a ameaça parece que tocou mais fundo, o norte do país não parece mais ser tão longe.
Tardiamente o governo agora está convocando o Exército para trata desse assunto, uma vez que há ameaças de embargo econômico por países Europeus, entre eles França e Alemanha. Hoje o Canadá também se declarou nesse alinhamento.
O contexto é complexo, e remete a uma discussão que ocorreu entre os anos 90 e 2000 sobre a internacionalização da Amazônia.
Brasil está nas mãos de um governo de ultra direita e profundamente privatista. Então a internacionalização de recursos naturais de um país cuja democracia está fragilizada, e as instituições do poder jurídico e legislativo parecem estar desmoralizados e submissos a interesses políticos e econômicos, pode ser cooptado por intenções que não interessam aos países que dividem as fronteiras da Amazônia, nem ao Meio Ambiente.
As coisas hoje não costumam ser o que parecem, e ficar atento não é um exagero.
No momento em que escrevo escuto muitas panelas batendo, entonando Fora Bolsonaro… pergunto nos redes o que houve… e amigos de vários bairros ouvem o mesmo… exatamente como nos anos de Dilma Roussef entre 2013 e 2015… Era o pronunciamento do atual Presidente da República.
Já vi esse filme.
E domingo tem mais manifestações.

 

Categorias: Ámérica do Sul, Ecologia e Meio Ambiente

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