Porque é tão importante a segunda dose da vacina contra a cólera?

18.07.2019 - Deutsche Welle

Porque é tão importante a segunda dose da vacina contra a cólera?
Foto de Archivo (Crédito da Imagem: WHO)

Decorre na cidade da Beira, centro de Moçambique, a segunda campanha de vacinação contra a cólera, depois de vários casos da doença a seguir ao ciclone Idai. Autoridades alertam para a importância da segunda dose.

 

Porque é tão importante a segunda dose da vacina contra a cólera?

Decorre na cidade da Beira, centro de Moçambique, a segunda campanha de vacinação contra a cólera, depois de vários casos da doença a seguir ao ciclone Idai. Autoridades alertam para a importância da segunda dose.

A campanha começou na segunda-feira (15.07.) e termina na sexta. Complementa a primeira realizada em abril, depois de se registarem vários casos da doença após a passagem do ciclone Idai.

Nesta segunda fase, o objetivo é imunizar 850 mil pessoas que vivem na cidades da Beira e Dondo e nos distritos de Nhamatanda, Buzi, Cheringoma e Mwanza. Nos primeiros dias, muitas pessoas compareceram às brigadas de vacinação fixas e móveis para tomar a vacina.

Adesão à segunda fase da vacinação contra a cólera tem sido grande

Importância da segunda dose

O diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde, Eduardo Samugudo, alerta que a segunda dose é importante porque prolonga a imunidade: “Todos os indivíduos que receberão as duas doses – que receberam em abril e vão receber a segunda agora – terão uma imunidade de até cinco anos”.

Tendo em conta que a época chuvosa se aproxima, Samudugo apela à adesão em massa a esta segunda fase.

“A época chuvosa aumenta o risco de doenças transmitidas, doenças diarreicas, particularmente a cólera. [Tomar] esta segunda dose da vacina é urgente”, afirma.

O diretor provincial de Saúde, Chico Farmela, reforça o apelo à população para tomar a segunda dose: “A responsabilidade de adesão a esta campanha é de todos. É importante que cada um se vacine contra esta doença”.

Segundo estatísticas do Governo, a primeira dose teve uma cobertura de 98%.

Medidas complementares

Frederico Brito, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), adverte, no entanto, que só a vacina não chega. “A vacina contra a cólera é uma medida complementar de um conjunto de outras medidas que devem continuar a ser levadas a cabo, como o reforço no acesso à água potável e do saneamento, para que o fator principal de risco para a ocorrência dessas doenças seja eliminado”, adverte.

Esta campanha de vacinação chega num momento em que já não são registados muitos casos de cólera na província de Sofala. Após a passagem do ciclone Idai e as consequentes inundações, foram diagnosticados mais de 700 casos da doença, com oito óbitos.

Categorias: Africa, Saúde
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