Alerta global: jovens param – de novo – pelo clima

24.05.2019 - São Paulo, Brasil - Outras Palavras

Alerta global: jovens param – de novo – pelo clima
(Crédito da Imagem: Captura de video)

Por Inês Castilho

Da Índia aos Estados Unidos, do Brasil ao Malawi, mais de 1,6 milhão de jovens, em 2.265 cidades de 125 países, nos cinco continentes, farão nesta sexta a segunda Greve

Dois meses depois de celebrarem a maior manifestação internacional pelo clima jamais ocorrida, jovens de todo o mundo fazem história novamente nesta sexta, 25 de maio, com a segunda greve global.

A inspiração veio de Greta Thunberg, a menina sueca de 16 anos descendente de Svante Arrhenius, Prêmio Nobel de química em 1903 e um dos pais da ciência das mudanças climáticas, que começou o movimento contra as mudanças climáticas. Às sextas-feiras, Greta faltava à escola e ficava horas sozinha diante do Parlamento sueco pedindo aos políticos para adotar fontes de energia renovável e ajudar a conter o aquecimento global.

“Nossa biosfera está sendo sacrificada para que os ricos, em países como o meu, possam viver no luxo. É o sofrimento da maioria que paga pelo luxo de poucos”, disse Greta em dezembro passado, na COP24 da Polônia. “Vocês nos ignoraram no passado e nos ignorarão de novo. Não estamos mais no tempo das desculpas, não temos mais tempo. Viemos aqui para lhes dizer que, gostem ou não, a mudança está chegando. O poder real pertence ao povo.”

Pela segunda vez em pouco mais de dois meses, amanhã os jovens defensores da justiça climática deixarão suas escolas e locais de trabalho em cerca de 125 países de todos os continentes. Da Suécia ao Canadá, dos Estados Unidos e oito países da América Latina à Namibia, Índia, Afeganistão e Ubequistão, passando pela Alemanha, França, China, Austrália e Nova Zelândia, a greve dos e das adolescentes varre o mapa. Até esta quinta (23.05) estavam agendadas 2.265 greves estudantis. Duas delas na Antártida.

Só no Brasil, informa o mapa do site oficial FridaysForFuture, jovens devem fazer greve nas capitais Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Aracaju, Recife, Fortaleza e Manaus, mas também nas interioranas Feira de Santana e Petrolina (BA), Bacabal (MA), Araguatins (GO), Joinville (SC) Ribeirão Preto e outras cidades do interior e litoral de SP tais como Sumaré, Sorocaba, Bragança Paulista, Praia Grande e Peruíbe.

No 15 de março, estimou-se em 1,6 milhões o número de manifestantes em 123 países. Os protestos agendados para amanhã superam os 1.325 ocorridos há dois meses.

Geração traída

“As gerações adultas prometeram deter a crise climática, mas não fazem a lição de casa, ano após ano. Nossa geração já não aguenta mais! Vamos faltar à escola e fazer ações pelo clima para obrigar os adultos a parar de queimar combustíveis fósseis e queimar o planeta que é nossa casa!”, clamam os adolescentes.

“Estamos nos levantando para que a indústria de combustíveis fósseis interrompa todos os projetos de extração de carvão, petróleo e gás e construa fontes de energia limpa para todos”, dizem eles, convidando quem os apoia a aderir ao protesto para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius.

Enquanto a maioria dos políticos no poder tem pouco tempo sobre a Terra, essas meninas e meninos serão ainda jovens em 2030, ano em que o aquecimento global será irreversível, como alerta o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) – a não ser que os líderes mundiais determinem imediatamente a interrupção das emissões de gases estufa que vêm aquecendo celeremente o planeta.

“Ativismo funciona. Então haja”, disse Greta pelo tuíte semana passada, chamando adesões e compartilhando um vídeo em que aparecem alguns dos jovens que participarão do evento global.

Categorias: Ecologia e Meio Ambiente, Internacional, Jovens
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