Fórum realiza ato por Marielle e cobra atendimento à mulher na Baixada Fluminense

17.07.2018 - Rio de Janeiro, Brasil - Redação São Paulo

Fórum realiza ato por Marielle e cobra atendimento à mulher na Baixada Fluminense
Quatro meses depois do assassinato de Marielle Franco, mulheres cobram reforço de políticas públicas para proteção das mulheres. (Crédito da Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Fabiana Sampaio | Brasil de Fato

No dia em que se completaram quatro meses do assassinato da vereadora Marielle Franco, mulheres da Baixada Fluminense cobraram reforço de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Um ato realizado em Nova Iguaçu, por integrantes do Fórum regional dos Direitos da Mulher da Baixada, reivindicou a volta do atendimento do CIAM, Centro Integrado de Atendimento à Mulher, do Governo do Estado, no antigo espaço do serviço.

O ato aconteceu em frente ao prédio onde funcionou o CIAM da Baixada. O centro prestava atendimento a vítimas de violência, com uma rede de apoio contando com várias especialidades e atendimento a diversas demandas.

Lembrando a luta de Marielle, elas pediram a reforma e retomada do prédio, que, desde novembro do ano passado é ocupado por uma ONG da área cultural.

De acordo com Luciene Medeiros, integrante do Fórum, o governo estadual acabou permitindo o desmonte do espaço construído em 2008. Atualmente, segundo ela, uma pequena equipe atende em uma sala nos fundos de uma delegacia da cidade.

Iara Tavares, assistente social, que trabalhou por quatro anos no Ciam Baixada, destacou o atendimento multidisciplinar que o Centro oferecia e que agora está prejudicado.

A coordenadora de Comunicação da Casa Fluminense, rede de coletivos que atua na construção de Políticas Públicas, Aline Souza, citou a importância de ações em uma região com alto índice de violência contra a mulher.

Alexandre Gomes, produtor cultural responsável pela ONG Escola Livre Fama, que atua há 17 anos na Baixada, relata que muitos alunos, moradores da região, reclamavam do abandono do espaço, que acabou sendo invadido por usuários de crack antes da ONG cultural ir para lá.

Ele disse que não se opõe a uma negociação para sair do prédio desde que o governo dê condições para que o trabalho da ONG continue em outro local. A ONG oferece gratuitamente, para os jovens da Baixada, cursos de maquiagem artística, fotografia para cinema, teatro e outros.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), através da Subsecretaria de Políticas para Mulheres, informa que em nenhum momento houve interrupção do atendimento oferecido pelo CIAM Baixada.

Segundo a nota, desde novembro de 2017, o Centro funciona em novo endereço, no bairro da  Posse, em Nova Iguaçu, em parceria com a Fundação da Criança e Adolescente. E ressaltou  que a escolha do novo espaço objetivou  atender as diretrizes específicas para o funcionamento dos CIAMs e possibilitar o atendimento adequado à mulher em situação de violência.

Categorias: Ámérica do Sul, Diversidade, Política
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