Mulheres imigrantes contra o encerramento do horário integral nas escolas municipais

25.09.2017 - São Paulo, Brasil - Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas

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Mulheres imigrantes contra o encerramento do horário integral nas escolas municipais
(Crédito da Imagem: Rede Social Luz - Bom Retiro)

A administração atual da Prefeitura de São Paulo parecesse não ter nenhum contato com o que acontece com as mulheres imigrantes, nem com as mulheres em geral. Parece como se as famílias devêssemos ser gratas de ter 6 horas o filho na escola, quando precisamos 8, ou as vezes mais horas. A educação pública é um direito UNIVERSAL garantido pela constituição brasileira e não um benefício. A escola pública deve suprir as carências da sua população, deve ser intercultural e plural.

As mulheres imigrantes levantamos nossa voz de protesto contra as mudanças que a atual gestão quer implementar, são medidas como estas as que vão tirando os espaços para as mulheres no mercado de trabalho, de forma injusta. A renda das mulheres trabalhadoras é muito importante no sustento da suas famílias e no caso das mulheres imigrantes é imprescindível para a sobrevivência.

Muito se fala na mídia das condições análogas a escravidão na qual muitas mulheres imigrantes trabalham, porém, quais opções têm as mulheres que não contam com vaga numa creche ou escola que proporcione horário integral para seus filhos? Nesses casos elas não têm como trabalhar no mercado formal, o que também promove que o nível de pobreza dessa mulher e da sua família aumente junto com a vulnerabilidade e desproteção.

É importante a formulação e implementação de políticas públicas, que de fato, impeçam esse tipo de medidas e que resolvam o déficit de vagas nas creches e nas escolas que proporcionam horário integral, de maneira de garantir a promoção da autonomia econômica das mulheres.

Resgatamos uma diretriz para a política da autonomia econômica, trabalho e desenvolvimento da 5° Conferencia Municipal de Políticas Para as Mulheres da cidade de São Paulo que diz: “Ampliação de oferta de equipamentos públicos e de políticas que favoreçam o aumento de tempo disponível das mulheres, promovendo a sua autonomia, inclusive para a sua inserção no mercado de trabalho.”

Por tanto, unimos nossas vozes de protesto às vozes das nossas companheiras brasileiras para lutar contra o encerramento do horário integral nas escolas, e pelo construção e implementação de mais CEIs, EMEIs e EMEFs que ofereçam horário integral como opção.

Pode apoiar assinando a petição criada por mães das escolas afetadas:

Educação Infantil é um Direito. Não acabe com o Ensino Integral em SP!

Por: Andrea Carabantes e Jobana Moya (Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas)
facebook.com/EquipeDeBaseWarmisConvergenciaDasCulturas/
www.warmis.org

Categorias: Ámérica do Sul, Educação, Não discriminação, Nota de imprensa, Opinião

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