Atos pela Greve Geral e contra a Reforma Trabalhista

02.07.2017 - Valdir Silveira

Atos pela Greve Geral e contra a Reforma Trabalhista

Foi um bonito Ato pela Greve Geral como repúdio à Reforma Trabalhista a ser aprovada no Congresso. Este alega que os trabalhadores e aposentados devem cortar da carne para sairmos da crise, em nome de melhores tempos no futuro… Mas, na verdade, sabemos que responde a uma pressão do empresariado nacional e transnacional (muitos deles inclusive ocupam cadeiras importantes nos 3 poderes), que não pretendem pagar 1 centavo da conta crise, que eles mesmo ajudaram a criar para se enriquecer.
Para não me estender recomendo como consulta para aprofundamento os seguintes sites:
Blog do Sakamoto – https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/?s=reforma+trabalhista&day=&monthnum=&year=
Jornal The Intecept – https://theintercept.com/2017/06/19/reforma-da-previdencia-ja-foi-garantida-e-voce-nao-viu-como-a-pec-do-teto-selou-o-destino/
Revista Le Monde – http://diplomatique.org.br/reforma-trabalhista-um-tiro-pela-culatra/
Quanto ao Ato, acompanhei o que ocorreu dia 30/06 à noite no centro da cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente as mobilizações foram muito aquém do desejado por todos: sindicatos, entidades, partidos, movimentos e diversas agrupações de caráter revolucionário. Participaram em torno de 10 mil pessoas.
Isso revela um crise dos sindicatos, gerada por diversos motivos: um pouco de acomodação potencializada durante a era petista, problemas na relação com a base das categorias e um aumento expressivo no peleguismo (fura greve), que muitas vezes ocorre pela chantagem de perder o emprego caso adira a movimentos grevistas.
A imagem da Greve Geral foi uma intenção, mas ainda está distante que ocorra de forma consistente. Mas essa imagem é uma obrigação das categorias como aspiração de uma resistência forte frente à iminente perda de direitos trabalhistas, que ameaça o estado de bem-estar.
Dada à baixa adesão sempre se levantas vozes para degradar o intento.
A gente às vezes erra o sal na comida, temos dificuldade de mudar hábitos ruins… e quer exigir infabilidade alheia? é dificílimo tocar uma organização humana. Ainda mais os sindicatos que intermediação com a classe empresarial, juridicamente muito bem assessorada
Claro, que sempre há o que se criticar… mas os tempos exigem que sejamos propositivos.
E quanto à multidão de pessoas que podiam ter aderido à greve, podiam ter ido às ruas nesse dia e não decidiram não ir? Não mereceriam eles mais críticas? Em certos casos sim, óbvio… Mas, há casos excepcionais porque muitos trabalhadores vivem sob o medo de perder o emprego, muitíssimos estão desempregados e há também servidores do estado há 2 meses sem salários, amargando dívidas e passando por sérias dificuldades… que motivação tem esses para sair de casa e cheirar gás de pimenta e apanhar da polícia?
Me estendi nesse ponto pra dizer que os sindicatos tendo uma linha moderada ou radical, terá imensa dificuldade em mobilizar. Seus intentos de mobilizar fracassam, mas deve seguir tentando… se se aprimorar as formas melhor. Acima das críticas,a luta pode melhorar é com a gente pondo a mão e ajudando, não enxovalhando-as sentado no sofá.
Voltando ao Ato… Estava bem animado… Tinha uma grande diversidade de bandeiras e estilos como as fotos ao final exibem. Essa aliás foi a intenção dos registros, mostrar o clima.
Terminou com o velhos expedientes: bomba de gás na central pra dispersar o ato e acabar a festa. Os grupos que comumente usam táticas black bloc armaram seu campo de guerra pela ruas… Aliás com muita, muita liberdade para fazer o que queriam. Encontraram muito pouca resistência policial na destruição pelas ruas… Suspeito que exista um interesse nesse caos, e não demorará muito para que esses atos sejam configurados como terrorismo com severas prisões.
Não será fácil os novos movimentos.
Uma coisa me pareceu muito clara, a juventude que participou deu um tom muito alto ao Ato… a meu ver salvaram por seu brilho e entusiasmo. Difícil saber o que será daqui pra frente, uma vez que a convergência de todas as forças ainda é apenas uma aspiração.
Diversas categorias aderiram à greve em diversas capitais e cidades. Pararam rodovias em diversos pontos. A grande mídia fez seu papel de minimizar, omitir e desmoralizar esses atos desencorajando apoio popular e adesões.
Temo que o momento eleitoral que se aproxima acabe só atrapalhando esse trabalho de base que se precisa ser construído para que um dia tenhamos condições de fazer uma Greve Geral com contundência… Acho que esse dia tá longe porque a chantagem aos trabalhadores e as sérias dificuldade que passam os servidores e os desempregados, podem dificultar mobilizações como essa. Mas, bola pra frente… a imagem mobilizadora deve seguir firme.

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