Atlas da violência 2017 – o retrato de uma sociedade agressiva

09.06.2017 - Redação São Paulo

Atlas da violência 2017 – o retrato de uma sociedade agressiva

por Vinícius B. C.

O IPEA Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, divulgou o Atlas da Violência 2017. No documento estão compilados e analisados os dados relativos aos homicídios ocorridos em território brasileiro entre os anos de 2005 e 2015.

O documento contém dados obtidos em conjunto com o Ministério da Saúde. Apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes são analisadas. Isso se dá porque o índice é baseado na quantidade de homicídios a cada 100 mil habitantes.

As cidades com o menor número de mortes se concentram na região Sul e Sudeste do Brasil. Aparecem cidades como Jaraguá do Sul (SC), Americana (SP), Araxá (MG) e Teresópolis (RJ).

Já as mais violentas estão no  eixo Norte/Nordeste. Entre elas aparecem Altamira (PA), Simões Filho (BA), Maracanaú (CE) e Porto Seguro (BA). 

O perfil de quem é vítima de homicídio é o de jovens negros. O país registrou 59.080, destes, 31.264 são de pessoas entre 15 e 29 anos. Com relação aos homens jovens, eles representam 92% destes casos. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. Estes possuem, de acordo com o Atlas, 23,5% de chances maiores de serem mortos com relação a brasileiros de outras raças. Isso com as outras variáveis controladas, tais como escolaridade, idade, sexo, estado civil e bairro de residência.

Pesquisadores relatam que a violência está relacionada com o abandono por parte do Estado. Variáveis como o desemprego afetam diretamente a incidência de homicídios.

Os números são aterrorizastes. Em 20 anos, 1 milhão de pessoas foram vítimas de homicídios no Brasil. O número aterrorizante ultrapassa os da guerra da Síria, onde mais de 300 mil pessoas morreram.

Em 2017 a OMS (Organização Mundial da Saúde, órgão vinculado a ONU) divulgou uma lista dos países com os maiores índices de homicídios. Nela, o Brasil aparece em nono lugar. Dos dez países mais violentos do mundo, todos estão na América.

Segundo a OMS a taxa de homicídios no mundo caiu em 19% no período de 2000 e 2015. Mas esse tipo de morte ainda é responsável por 10% das mortes em todo o globo.

 (Guerra e Paz, de Picasso. A pintura fora inspirada guerra civil espanhola que fora um ensaio para a segunda guerra mundial)

O uso da violência é o modus operandi mais fácil para a manutenção de um poder. Essa dominação se dá em diversas esferas da vida, tais como a econômica, política e social. Nossa sociedade inteira está inserida em um ethos extremamente violento que pode ser capturado em cada micro ato realizado pelas pessoas, desrespeitos que vão de agressões físicas até o preconceito que certas parcelas da sociedade sofrem no mercado de trabalho.

Uma resposta a este cenário é o uso da não-violência. Ele consiste em formas de resistência como a desobediência civil. Segundo Silo –

“ Esta metodologia impulsiona uma profunda transformação das condições sociais que geram sofrimento e violência sobre os seres humanos”.

Os grandes exemplos trazidos pela história vão de Gandhi – que liderou a luta pela independência do território que hoje pertence ao Paquistão, a India e ao Himalaia, até o Luther King e sua luta pelos direitos civis da população negra norte americana. São modelos de como a não-violência é eficaz contra as formas de opressão que assolam a humanidade.

Podemos também citar algumas ferramentas como:

(1) a não colaboração com as práticas violentas;

(2) A denúncia de todas os modos de discriminação.

Um mundo mais pacífico virá  com a justiça social.

Pelo fim de todas as formas de opressão.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Humanismo e Espiritualidade, Sem categoria
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