Farc declara cessar fogo unilateral por tempo indeterminado e pressiona governo a fazer o mesmo

21.12.2014 - Adital

Farc declara cessar fogo unilateral por tempo indeterminado e pressiona governo a fazer o mesmo
(Crédito da Imagem: Adital)

Em comunicado oficial, o Secretariado do Estado Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia- Exército do Povo (Farc-EP) declara um cessar fogo unilateral por tempo indeterminado na Colômbia. A decisão entrará em vigor a partir da meia noite e um minuto deste sábado, 20 de dezembro de 2014. Este é mais uma importante parte diante dos Diálogos de Paz que se desenvolvem há dois anos no país entre governo e o grupo guerrilheiro.

“Queremos contrapor. Queremos superar os episódios inúteis de derramamento de sangue.”, declara o documento, que será formalmente comunicado ao Governo da Colômbia, às embaixadas e sedes diplomáticas, ao secretário geral das Nações Unidas (ONU), à União Europeia, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), à Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), ao Papa Francisco, ao Centro Carter e a outros organismos de reconhecimento mundial.

Diante do cenário considerado como de “agora ou nunca”, espera-se que o cessar fogo se transforme em trégua bilateral. As Farc ressaltam que a situação mudará somente se for constatado que suas estruturas guerrilheiras continuam sendo objeto de ataques por parte da força pública.
O documento destaca ainda que a guerra não pode ser motivo de gozo e sim de pena. Os resultados podem apenas beneficiar, episódica e transitoriamente, alguma das partes. “A nação colombiana precisa de uma honesta e profunda revisão, esse é o panorama da paz, da reconciliação e da irmandade com a justiça social. Por isso, estamos em Cuba para continuar a construir a Pátria. Construir entre todos o futuro. Esse é o nosso chamado.”, declara as Farc.

Tendo em vista os mais de 50 anos do conflito interno na Colômbia, os Diálogos de Paz que ocorrem em Havana, capital de Cuba, já ensaiaram propostas e alcançaram alguns acordos parciais. No entanto, problemas como a desigualdade social, a pobreza generalizada, a incompetência estatal, questões de terra, corrupção e visões divergentes, têm impedido a construção de uma base durável de reconciliação.

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Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Internacional, Política
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