Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Congo

29.10.2013 - Agencia Brasil

Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Congo
(Crédito da Imagem: Foto: Soldado da Força de Paz da ONU, conhecidos como capacetes azuis | Wikimedia Commons Ministerstwo Obrony Narodowej)

Brasília – O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) convocou reunião de emergência hoje (28) para discutir os confrontos no Leste da República Democrática do Congo, durante os quais foi morto um membro da missão de paz da organização. A morte do capacete azul – como são chamados os integrantes das missões da ONU – foi causada por uma ofensiva das tropas do governo contra a milícia M23, em Goma, Nordeste do país. O tenente que participava da missão era natural da Tanzânia e foi atingido ontem (27) às 6h da manhã, no horário de Brasília.

De acordo com a ONU, a milícia M23 é um grupo armado formado por rebeldes congoleses. Os confrontos entre o M23 e as forças do governo têm ocorrido desde março de 2012, depois do colapso de uma negociação entre as partes.

“Hoje, um dos nossos soldados da paz morreu quando protegia a população da cidade de Kiwanja. Presto homenagem de coração aos nossos capacetes azuis”, disse o chefe da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Congo, Martin Kobler. Segundo comunicado da ONU, os integrantes da missão estavam apoiando uma ação das forças do governo congolês para proteger civis na área de Kiwanja-Rutshuru.

A morte do capacete azul foi condenada pelo secretário-geral Ban Ki-moon, que reafirmou o compromisso da ONU em tomar as medidas necessárias para proteger os civis. “O secretário-geral oferece suas sinceras condolências e compaixão à família da vítima e ao governo da Tanzânia”, informou comunicado de Ban Ki-moon.

O Conselho de Segurança da ONU adotou, em março, uma resolução pela qual criou uma brigada de intervenção encarregada de lutar contra os grupos armados, encabeçados pelo M23. A ONU estima que, desde novembro de 2012, mais de 100 mil pessoas tenham sido deslocadas da área, intensificando a crise humanitária que já havia no país, com cerca de 2,6 milhões de deslocados e 6,4 milhões de pessoas que necessitam de alimentos e ajuda emergencial.

Categorias: Africa, Assuntos internacionais, Paz e Desarmamento
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