Milhares de estudantes chilenos marcham por mudanças profundas

07.09.2013 - Prensa Latina

Milhares de estudantes chilenos marcham por mudanças profundas
(Crédito da Imagem: Marcela Contardo Berríos)

Santiago do Chile, 5 set (Prensa Latina) Milhares de estudantes saíram hoje às ruas para exigir mudanças profundas no modelo nacional de educação, cujas origens têm bases na época da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Os jovens, tanto de secundária como universitários, junto a familiares, professores, e outros, partiram da Praça Itália com cartazes e faixas, exigindo ensino gratuito, de qualidade, e que o Estado assuma um papel reitor nesta área.

Ontem, os líderes estudantis convocaram todos os estudantes a cuidar da passeata para evitar desordem e que o sentido da mobilização seja desvirtuado.

Instaram os carabineros (polícia militarizada) a proteger os estudantes em vez de reprimí-los.

Para o presidente da Federação de Estudantes do Chile, Andrés Fielbaum, “as mobilizações são as melhores ferramentas que temos para poder transformar o Chile”.

Fielbaum disse ontem à imprensa que estariam nesta manifestação “todos que quiserem construir um país que deixe a herança de Pinochet para trás”.

Assim mesmo, o presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica, Diego Vela, lembrou que esta medida de pressão contra o Governo de Sebastián Piñera, acontece faltando só cinco dias para o aniversário 40 do golpe de Estado contra Salvador Allende.

Uma data que fraturou um país e que impôs mediante a tortura e assassinato de milhares de chilenos “um modelo político, econômico e social que hoje em dia se evidencia nas consequências nefastas que teve”, enfatizou o líder estudantil.

Fez um chamado a todos a “dar o passo” para romper com o legado da ditadura e resolver as necessidades que o Chile tem, o que se conseguirá a partir da organização e construção, com diferentes atores em todo o país, pela educação.

Ontem, os estudantes divulgaram um programa de 11 páginas que reúne reivindicações históricas do movimento estudantil e dos movimentos sociais.

“Concebemos a educação como um direito social universal que deve ser garantido como tal pela Constituição Política do Chile e estar livre de todo interesse particular para orientar à satisfação do interesse geral, com vistas a contribuir com o desenvolvimento social e econômico do país”, afirmou Vela.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Educação
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