União Europeia culpa governo do Egito por violência e estuda retaliação

18.08.2013 - Redação São Paulo

egito

Ashton: “A responsabilidade desta tragédia recai com força no governo interino”

Bruxelas –A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, garantiu hoje (16) que a responsabilidade da “tragédia” no Egito recai principalmente no governo interino e anunciou que a União Europeia (UE) discutirá possíveis medidas de retaliação à violência vivida no país africano.

Ashton considerou “aterrorizante” o saldo de mortos (mais de 500) e feridos, explicou em comunicado que esteve em contato com os ministros europeus das Relações Exteriores e pediu aos países que estudem “medidas apropriadas” para responder a essa violência.

“A responsabilidade desta tragédia recai com força no governo interino, assim como na classe política do país no sentido mais amplo”, segundo a crítica mais direta da diplomata até agora às autoridades egípcias.

Ashton chamou mais uma vez todos a acabar com a violência, pediu “contenção” às forças de segurança e cobrou das forças políticas “que expressem suas opiniões pacificamente e mantenham aberta a possibilidade de um processo político que deveria levar o Egito outra vez ao caminho da democracia e curar as feridas na sociedade egípcia”.

Ashton convocou uma reunião de embaixadores para segunda-feira, com a intenção de analisar a crise e estudar a possibilidade de convocar um encontro extraordinário dos ministros das Relações Exteriores dos 28 países-membros.

Nessa linha, o presidente da França, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, expressaram o desejo de que haja uma reunião “urgente” dos ministros para estabelecer uma postura comum perante a crise.

Hollande e Merkel defenderam a realização desse encontro na semana que vem para abordar a cooperação entre UE e Egito e elaborar respostas comuns. O bloco tem dado grande apoio econômico ao Egito desde a revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak em fevereiro de 2011.

Desde a queda do presidente Mohamed Mursi em 3 de julho, que a UE não definiu como um golpe de estado, Bruxelas tratou de mediar entre os diferentes grupos políticos na tentativa de evitar o confronto.

Os esforços incluíram várias viagens de Ashton ao Egito e a presença no país do representante especial da UE para o Mediterrâneo Sul, Bernardino León.

Categorias: Africa, Assuntos internacionais
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