Estudantes espanhóis iniciam greve contra cortes na educação

16.10.2012 - Prensa Latina

Estudantes espanhóis iniciam greve contra cortes na educação
(Crédito da Imagem: Betsabé Donoso)

Madri, 16 out (Prensa Latina) Os alunos secundaristas dos colégios públicos da Espanha iniciaram hoje o primeiro de três dias de greve geral contra os duros cortes orçamentas aplicados na educação pelo governo de Mariano Rajoy.

Quase dois milhões de alunos estão convocados a apoiar nesta terça-feira a medida de força, convocada pelo Sindicato de Estudantes (SE) e respaldada pela Confederação Espanhola de Associações de Pais e Mães de Alunos (Ceapa).

Segundo o SE, integrado por uns 20 mil filiados, informou, ao longo do dia serão realizados piquetes informativos divulgar as reivindicações do movimento estudantil em defesa do ensino público.

O aumento das taxas nas universidades, o corte de três bilhões de euros decretada na educação pelo Executivo do direitista Partido Popular (PP) e a demissão de milhares de professores, são algumas das reivindicações dos estudantes.

No último dia de greve, na próxima quinta-feira, a Ceapa, majoritária no setor educativo, se somará ao protesto.

Será a primeira vez na Espanha que a confederação de pais e mães convoca um protesto desse tipo.

O ministro de Educação, José Ignacio Wert, acendeu ontem a polêmica sobre as paralisações e manifestações ocorrerão nas próximas 72 horas, ao chamar de a Ceapa de irresponsável os membros do SE de radicais.

Tanto o porta-voz da Ceapa, José Luis Pazos, como o secretário geral do SE, Tohil Delgado, acusaram Wert de desacreditar e criminalizar a greve de estudantes, depois de acusá-la de ter um suposto conteúdo político extremista.

Pazos denunciou a nefasta política educativa empreendida pelo ministro e seu desprezo com as famílias, perante a negativa em se reunir com os pais para saber o que pensam sobre os ajustes e a reforma do setor realizadas pelo Governo do PP.

Às críticas contra o Executivo e seu ministro de Educação se somaram a coalizão Esquerda Unida (IU) e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), principal força da oposição desse país europeu.

Para o líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, cortar os recursos e as igualdade de oportunidades são as duas piores coisas que se podem fazer com a educação.

Na opinião da IU, os cortes e a contrarreforma educativa não têm tanto a ver com a crise, senão com um modelo ideológico que a administração de Rajoy quer implantar, mediante a aposta pela escola privada em detrimento da pública.

A coalizão de esquerda sublinhou que continuará exigindo a demissão de Wert diante do que considerou sua declarada incompetência e aberta irresponsabilidade.

Categorias: Direitos Humanos, Europa, Internacional

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