Kirchner conquista vitória arrasadora nas presidenciais argentinas

23.10.2011 - Buenos Aires - Radio Netherlands

A presidente argentina se declarou vitoriosa ao afirmar que “na vitória sempre é preciso ser maior ainda” e ao saudar seu ministro da Economia e companheiro de chapa Amado Boudou como “vice-presidente eleito”.

As pesquisas de boca de urna divulgadas pela televisão indicavam a reeleição de Cristina com 55% dos votos.

Na Argentina a vitória no primeiro turno é conquistada com 45% dos votos ou se o primeiro colocado somar mais de 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo.

Poucos minutos depois das 21h00 (22h00 de Brasília), o ministro do Interior, Florencio Randazzo, disse que em terceiro lugar está o social-democrata radical Ricardo Alfonsín (13,21%), seguido pelos peronistas dissidentes, Alberto Rodríguez Saá (7,33%) e pelo ex-presidente Eduardo Duhalde (5,66%).

Randazzo esclareceu que os primeiros resultados parciais incluem somente 1% dos resultados da província de Buenos Aires, principal distrito eleitoral do país, razão pela qual considerou que a diferença inicial ainda pode ser ampliada.

A vitória arrasadora ocorre dias antes do primeiro aniversário da morte de seu marido Néstor Kirchner (2003-2007), segundo pesquisas de boca de urna que dão a ela 55% dos votos.

Advogada peronista de 58 anos, Kirchner obteve a maior vantagem do primeiro para o segundo colocado em uma eleição presidencial desde a restauração da democracia em 1983.

Eufóricos, militantes governistas saíram às ruas minutos depois do anúncio da reeleição da mandatária pela TV e começaram a agitar bandeiras e a bater bumbos na Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo.

“Somos a gloriosa Juventude Peronista!”, cantavam os manifestantes na praça.

O segundo mais votado foi o governador socialista de Santa Fe, Hermes Binner, com 16%, segundo pesquisas coincidentes.

Minutos antes das difusão dos primeiros resultados oficiais, três dos seis candidatos presidenciais opositores reconheceram o triunfo de Kirchner. Admitiram sua derrota o deputado do radicalismo social-democrata Ricardo Alfonsín, o peronista dissidente e ex-presidente Eduardo Duhalde e a social-cristã Elisa Carrió.

Antes de votar em Río Gallegos (2.600 km ao sul de Buenos Aires), onde está enterrado seu marido, a presidente afirmou com lágrimas nos olhos: “Não posso dizer que é um momento de felicidade porque estaria mentindo, também não diria que é de tristeza. Onde ele estiver, deve estar muito feliz com o fato de as pessoas terem ido votar, todas em paz”.

A mandatária assumiu o poder e o peronismo depois da morte de seu marido, no dia 27 de outubro do ano passado.

Néstor Kirchner foi quem tirou o país do buraco após a tragédia econômica e social do final do século XX, e renegociou a dívida após o maior ‘default’ da história.

A popularidade de Kirchner é apoiada, segundo analistas, na dinâmica da economia, no consumo e nas exportações agrícolas em um país com uma média de 8% de crescimento do produto interno bruto desde 2003.

Outra política dos Kirchner foi promover os julgamentos por crimes na ditadura (1976-1983) com 244 militares e policiais condenados e outros 800 que aguardam sentença.

“A razão da vitória é simples: 60% dos argentinos estão bem e dos 40% restantes que estão mal, a metade é peronista”, disse à AFP o sociólogo Jorge Giacobbe, diretor da consultoria de mesmo nome e ex-assessor da Transparência Internacional.

Giaccobe disse que outros motivos são “a inexistência de oposição e a comprovação de que os meios de comunicação opositores (majoritários) não incomodam Kirchner”.

Durante sua campanha, Kirchner ressaltou a redução dos níveis de pobreza, que hoje chega a 8,3% (2 milhões de pessoas nas 31 principais cidades do país).

Kirchner já tinha obtido 50,7% dos votos nas primárias obrigatórias de 14 de agosto.

Quase 29 milhões de argentinos estavam habilitados a votar nestas eleições, em que também foram renovados a metade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e foram eleitos nove governadores.

Se os números forem confirmados nos cômputos oficiais que serão divulgados a partir das 00h00 GMT (22h00 de Brasília), Kirchner manterá o quorum do Senado e vai recuperar a maioria na Câmara dos Deputados perdida nas legislativas de 2009.

Categorias: Ámérica do Sul, Internacional, Política

Boletim diário

Digite seu endereço de e-mail para assinar o nosso serviço de notícias diárias.

Search

Informe Pressenza

Informe Pressenza

Caderno de cultura

Caderno de cultura

O Princípio do fim das armas nucleares

Documentário 'RBUI, o nosso direito de viver'

Canale YouTube

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

Arquivo

xpornplease pornjk porncuze porn800 porn600 tube300 tube100 watchfreepornsex

Except where otherwise note, content on this site is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license.