Qual é o futuro do Iraque?

20.07.2011 - Bagdad - Human Wrongs Watch

Mais de 57% dos jovens se encontram desempregados; apenas
21% deles frequentam a educação secundária e cerca de 700.000 crianças não estão
matriculadas no ensino básico.

Acrescente-se a isso os 35.000 bebês que morrem anualmente antes de completarem o
primeiro ano de vida; mais de 1,5 milhões de crianças até cinco anos são desnutridas; 2,5
milhões não tem acesso à água potável; 3,5 milhões não têm acesso a instalações sanitárias
adequadas e cerca de 800.000 crianças entre 5 e 14 anos trabalham.

**Órfãos e refugiados**

… à mercê da violência diária, milhares de órfãos e viúvas e mais 1,5 milhões de professores,
engenheiros, físicos, pesquisadores, entre tantos outros, que fugiram de suas casas ou
mesmo de seu país em busca de um abrigo mais seguro para proteger suas famílias contra
as violações dos direitos humanos, nos oito anos que se seguiram à “Operação Liberdade do
Iraque”.

**A quem recorrer no Iraque?**

O enviado especial das Nações Unidas para o Iraque, Ad Melkert convocou as “autoridades
do país a desenvolver estratégias para melhorar as perspectivas econômicas e sociais dos
jovens”, alertando que os números dos novos indicadores de desenvolvimento juvenil são
preocupantes.

De fato, segundo a ONU, o Relatório Analítico sobre a Condição dos Jovens apontou um alto
índice de analfabetismo e desemprego entre os jovens no país.

O relatório indica ainda que a frequência na educação secundária é de 21%, enquanto o
desemprego entre a idade de 15 e 29 anos passa dos 57%.

**Necessidades dos jovens em saúde e deficiências especiais**

O relatório analisa ainda a educação e desemprego, as necessidades e deficiências na área da
saúde, acesso aos meios de comunicação e tecnologia, esportes, segurança, participação na
sociedade civil e política e pobreza .

“São legítimas as preocupações dos jovens quanto a oportunidades de emprego, serviços
básicos e transparência” disse o enviado especial das Nações Unidas para o Iraque, Ad
Melkert, no dia 16 de julho em Bagdá.

**Quem os ouvirá?**

Segundo notícia veiculada pela ONU no dia 17 de julho, o responsável pela Missão de
Assistências da ONU para o Iraque, Ad Melkert, convidou as autoridades iraquianas a “ouvirem
as necessidades dos jovens e darem uma resposta às reivindicações e expectativas legítimas”.

**As três medidas mágicas!**

Afirmando que o relatório oferece ao governo uma “ferramenta de planejamento essencial”, ele
recomendou três medidas que ajudarão as autoridades a agirem.

1- Uma Agenda para o Futuro

A primeira é o acordo sobre a “Agenda para o Futuro”, com uma política de objetivos e prazos
que melhorará as perspectivas econômicas e sociais dos jovens.

2- Fórum de Diálogos para Jovens

A segunda é a implementação de uma “Plataforma de Diálogos para Jovens” com a ampla
participação de jovens entre 18 e 25 anos de idade com consultas regulares junto ao Governo
e Conselho de Representantes ou parlamento.

3- Emprego para os Jovens

Ele ainda recomendou o inicio do programa “Emprego para os Jovens” que aumentará
mensalmente o número de ofertas de empregos, treinamento ou oportunidades de empregos
autônomos aos jovens.

**… e uma Plataforma Coordenada**

“Agora é hora de unir a sociedade civil e as Nações Unidas em uma plataforma única e
coordenada e chegar a um consenso sobre o futuro do país de acordo com as expectativas dos
jovens”, ressaltou Melkert.

O relatório compilado pelas Universidade Bagdá, Al-Rafidain e o Ministério do Planejamento,
teve o apoio do Fundo de População das Nações Unidas.

**“Do melhor país para ser criança, para o pior de hoje”**

Exatamente há um mês, o embaixador da UNICEF para o Iraque, Kadhum Al-Sahir,
afirmava: “Nos anos 70, o Iraque era uma dos melhores países do Oriente Médio e Norte da
África para ser criança, mas décadas de guerra e negligência o tornaram o pior”.

Referindo-se extra oficialmente às consequências da invasão liderada pelos Estados Unidos e
a ocupação militar em 2003, Al Sahir disse que “as crianças iraquianas enfrentaram imensas
dificuldades nos últimos vinte anos, com milhares delas sofrendo os efeitos brutais da violência
e privações cruéis e desumanas”.

**Necessidade de uma ação urgente**

“É necessário criar com urgência oportunidades que todas as crianças necessitadas do país
merecem e às quais têm todo o direito”, disse Al-Sahir.

‘Ao criar oportunidades para que essas crianças sejam capazes de crescerem saudáveis
e concretizarem todo seu potencial, o Iraque estará novamente a caminho de ser um dos
melhores países da região para ser criança e chegará a ser um país com um futuro estável e
próspero para todos’.

**Um novo “Inquérito Agrupado de Indicador Múltiplo?**

Uma Agenda para o Futuro

Fórum de Diálogos para Jovens

Emprego para os Jovens

Atualmente a UNICEF está concluindo seu quarto Inquérito Agrupado de Indicador Múltiplo no
Iraque para ajudar a identificar as crianças e famílias com maior necessidade no país.

Quando os resultados do inquéritos forem finalizados no fim do ano, Al-Sahir deverá anunciar
os resultados e solicitar investimentos para os serviços mais urgentes para as crianças que
foram abandonadas.

Associado a:

[http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=39062&Cr=Iraq&Cr1=#](http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=39062&Cr=Iraq&Cr1=#)

[http://www.unicef.org](http://www.unicef.org)

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[http://human-wrongs-watch.net](http://human-wrongs-watch.net)

Categorias: Assuntos internacionais, Oriente Médio

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