A caminho da Macedônia entre folclore e conflitos

05.11.2009 - Skopje - Roberta Ravani

Após uma recepção verdadeiramente folclórica na fronteira, com a tradicional cerimônia de boas vindas de “pão e sal” e discursos, canções e danças tradicionais, houve a troca de cumprimentos e presentes, juntamente com o compromisso de construir juntos um futuro de paz. Os prefeitos de todas as cidades, além de representantes da Macedônia, Turquia, Bósnia-Herzegóvina, Grécia e Kosovo, todos eles participantes da equipe de base, fizeram declarações públicas de apoio a esse compromisso.

Em particular, em Ohrid, uma bela cidade, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, os membros da equipe da Marcha Mundial tiveram a oportunidade de relatar suas experiências nos locais que a marcha já visitou, como os territórios da Palestina, Israel, Coréia do Sul e Japão.

Na mesma noite, membros da Faculdade de Filosofia da Universidade São Cirilo e Metódio de Skopje e do Instituto de Defesa e Estudos para a Paz deram seu apoio à Marcha Mundial e, em especial, a seu pedido para a retirada das tropas dos territórios ocupados e à rejeição da guerra como meio de resolução de conflitos, questões que, atualmente, são de interesse particular na República da Macedônia.

Citando Howard Zinn, a Professora Biljana Vankovska observou que não é possível manter-se parado em um trem em movimento e que a “neutralidade perante a violência é moralmente inaceitável”. Inspirando-se nos discursos de Martin Luther King contra a guerra do Vietnã, ela acrescentou que os cidadãos da Macedônia gostariam de fazer parte da Europa e de ser livres. Manifestou a esperança de que, após obterem sua liberdade, aqueles que ainda não desfrutam dos mesmos direitos não seriam esquecidos. Concluiu expressando a esperança de que, em relação à guerra no Iraque, todos assumiriam sua responsabilidade quanto ao que está acontecendo. A presença de tropas macedônias no Iraque deve-se ao fato de que o governo acredita que isso auxiliará a sua entrada na OTAN, mas o preço a ser pago foi realmente muito alto.

Mais tarde, durante uma reunião informal, a Professora Vankovska e os membros gregos da equipe de base concordaram em elaborar uma declaração sobre a disputa, ainda em andamento, sobre o nome “Macedônia”, que tem sido uma fonte de tensão com a Grécia desde que a República de Macedônia declarou sua independência, em 1991.

O percurso principal na Macedônia, na capital, Skopje, foi organizado pela União Esportiva da cidade, com a contribuição do Município e com o apoio de várias associações locais, como os grupos Mother Teresa, em Skopje, e Youth Can.

A Marcha continuou junto a ativistas do grupo No Global, que exigiam a retirada das tropas do Iraque, e terminou com um concerto inteiramente dedicado aos participantes da Marcha, com a participação-surpresa da Orquestra Agushevi, anteriormente de Bregovic.

Fotos:

ESP: Video en alta resolucion
[Video Macedonia](http://videoforum.theworldmarch.org/index.php?action=videos;sa=downfile;id=665)

Categorias: Cultura e Mídia, Europa, Internacional

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