O novo paradigma internacional do século 21

02.07.2009 - Toledo - Rafael de la Rubia

Estamos neste dia festivo de celebração e de reencontro de amigos, neste belo Parque de Estudo e Reflexão Toledo (foto), que hoje se inaugura. Tudo isto nos abre o futuro.

Para continuar nessa direção, para seguir construindo esse futuro que desejamos, estamos somando esforços em todo o planeta em uma ação comum, em uma Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência.

Pela primeira vez uma Marcha Mundial. Esta será a primeira ação mundializada que sintoniza os povos de mais de cem países, e oxalá milhões de pessoas, com o tema da paz e com a metodologia da não violência.

Inspirada nos ideais do humanismo universalista, a associação “Mundo sem Guerras” surge para tratar de nos aproximarmos dessa nação humana a que o movimento humanista aspira. Entende-se que eliminar as guerras é a condição de partida para que haja uma “nação humana universal”. No caminho até este objetivo é que surge esta Marcha Mundial (MM), que hoje conta com o apoio de mais de 2000 organizações e cerca de um milhão de adesões.

Temos a perseverança em que o conhecimento da MM começa a estar presente nos mais altos fóruns em nível internacional. Há poucos dias, em um encontro com o presidente da Assembléia das Nações Unidas, qualificava-se a MM como “o novo paradigma internacional do século 21”.

A MM vem crescendo desde que se tornou pública há um ano, porque está aberta à participação de todos os setores sociais, sem discriminação. Não importa de onde venham as adesões, nem a afiliação a que pertençam. O único requisito é trabalhar de braços dados para a confluência destes objetivos comuns: a erradicação das armas nucleares, a “tolerância zero com as armas de destruição em massa”; a redução dos pressupostos de armamento; a firmação de tratados de não agressão entre países; o abandono dos territórios ocupados; e a renúncia dos Estados em utilizar a guerra como forma de resolver os conflitos. Estes são os pressupostos gerais sobre os quais queremos “criar consciência” com esta MM.

Será feita uma marcha, um percurso simbólico por países distintos. Mas o importante não é esse trajeto, o importante serão as quantidades de atividades que, simultaneamente, ocorrerão em mais de 300 cidades do mundo, nesse dia 2 de outubro, em que a MM começa.

Estaremos em locais de conflito, locais onde têm ocorrido tragédias, locais com fronteiras fechadas, locais marginalizados e esquecidos. Vamos tratar de que essas fronteiras se abram, que se reconciliem as feridas daqueles conflitos, dando vez à abertura de novas formas de relação, intercâmbio e cooperação entre os povos.

Mas, ao estar em um centro de estudo e reflexão, podemos falar também sobre dar uma dimensão interna a esta MM, que não é só uma marcha “afora”. Podemos fazê-la como nossa marcha interna. Percorrer também nossos lugares de conflito, nossos lugares contraditórios, nossas inimizades, nossas batalhas internas. Podemos também desativar nossas condutas violentas, e, nesse trabalho, também estaremos “fazendo a MM pela paz e não violência”.

Amigos, onde está inserido este Parque de Estudo e Reflexão é uma terra milenar. Por aqui passaram-se muitas civilizações. Têm ocorrido guerras, invasões, conquistas e reconquistas, cheias de histórias de rompimento, onde a loucura chegou a extremos de fatalidade. No último episódio bélico, que tomou sua pior forma: a de “guerra civil”, fez enfrentarem entre si membros de um mesmo povo, incluindo a mesma família.

Mas, também, Toledo teve momento de esplendor em uma época em que a Europa estava sumida por entre as trevas. Na Idade Média, quando Toledo chamava-se Tulaytulah, a “duplamente tolerante”; ali as três culturas: árabe, cristã e judia, conviviam. Toledo converteu-se em um centro de irradiação de saber. Aqui chegaram povos de toda a Europa para buscar conhecimento. Esta marcha mundial surge também desde estas terras como um novo intento, um aporte a mais, para sair definitivamente da pré-história humana.
Estamos a 104 dias do começo da primeira marcha mundial.

Amigos, a maioria de nós já somos protagonistas desta marcha, mas aqueles que também não são, os convidamos a participar, a serem artífices, na maior aventura humana a favor da paz e não violência.

Amigos, em 149 dias nos veremos aqui, quando a MM passar por este Parque de Estudo e Reflexão de Toledo, no dia 15 de Novembro.

Rafael de la Rubia é o porta-voz internacional da Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência

**Tradução: Julio Cesar Gonçalves**

Categorias: Cultura e Mídia, Europa, Internacional, Opinião

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