OPINIÃO

Por Sérgio Mesquita

 

O otimista é um tolo. O pessimista, um chato.

Bom mesmo é ser um realista esperançoso.

Ariano Suassuna

 

Começo afirmando, que nas Condições Normais de Temperatura e Pressão, nada tira em 2022 a vitória do Lula nas urnas, por mais que o genocida continue com seus seguidores ali nos 20, 25%. O problema não é de pessimismo ou não. O problema é que, podemos afirmar, que desde 2005, nossos medidores das CNTPs, andam no vermelho, no limite da temperatura e da pressão. É com isso que devemos, também, nos preocupar.

O golpe tentado pelo Boso e seus aliados daqui e de fora do país, na data da Independência, não aconteceu pelo simples motivo de sua pouca adesão popular. Alguns cegos, “involuíram” para uma possível catarata e passaram a enxergar um pouco mais, mesmo que embaçados, e acordaram para falácia do governo federal (em minúsculo mesmo), e de seu representante máximo. Recentemente, em grupo de médicos da UNIMED, apareceu o seguinte comentário: “está ficando difícil defender ele”.

O fato é que o golpe não foi dado, porque lhe faltou “gado”. O vazio da Esplanada em Brasília e na Av. Paulista, “cacifou” o Supremo Tribunal Federal e alguns governadores aliados ou ex-aliados do Bolsonaro a cobrar posicionamento de alguns governadores (STF) e de alguns comandantes da Polícia Militar (governos estaduais). Ameaçando-os com a responsabilidade do que poderia acontecer e possíveis punições. O que acabou por retirar das ruas aqueles PMs golpistas e possivelmente, ligados ao crime através da participação em milícias armadas. A então queda de popularidade do Boso e as inúmeras denúncias contra ele, sua família, ministros e outros, acabou por desencorajar parte da população que, até então, o tinha como “mito”. Fica a dúvida quanto a atuação do STF e de alguns governadores quanto a seus posicionamentos, se houvesse público no circo para aplaudir os palhaços.

Outro fato, é que as corporações e seus capitães do mato, não desistiram do Boso e recusam-se a aceitar o Lula de volta a Brasília. Criaram a farsa do “mensalão”, a farsa da “lava jato”, a farsa do “impeachment” da Dilma e a farsa da prisão do Lula, e não se deram por satisfeitos. Agora é a farsa da PM deslocada dos Estados, para ser comandada por Brasília e a criação de uma polícia política, a exemplo da GESTAPO, da DIPA (Argentina), da DIP (Getúlio Vargas), OVRA (Itália), CAPT (Espanha)e para os americanófilos, da KGB, espelho da CIA americana, que confundem seus campos de atuação.

Cesar Maia, ex-prefeito e atual vereador da cidade do Rio, alertou recentemente como foi dado o golpe no Chile em 1973 . Os Carabineiros, versão de nossa PM, que como aqui, tinha presença em todo o território, passou a ser comandada pelo exército chileno e foi o braço aramado do golpe na caça, prisão e assassinatos dos “comunistas”. Boso tenta repetir aqui a estratégia chilena .

A situação é grave e a disputa continua no Congresso, onde recentemente o segmento mais preocupado com o bem estar da população, “ATRASOU” a votação de um projeto de lei (também em minúsculo), que retirava parte dos poderes dos governos estaduais sobre a PM. A possibilidade de golpe continua a pairar sobre nossas cabeças, colocando em dúvida o processo democrático.

Termino lembrando o amigo Marcos de Dios, que em colóquio com estudantes de economia, adeptos aos ideais de Smith, respondeu à pergunta: por que era comunista? Respondeu por ser ele, uma pessoa inteligente. Porque não queria morar em casa com muro de 3 metros de altura, com cerca eletrificada e rolos de arame farpado. Porque queria que seu filho fosse encontrar os amigos, sem a necessidade de usar um carro blindado e segurança. Resumindo, porque queria andar nas ruas sem a preocupação de morrer por que pensava diferente, ou porque alguém, passando fome, o assaltasse.

Há pouco tempo, vivemos quase que despreocupados, existia emprego, a empregada doméstica ia a Disney, como reclamou recentemente o nosso ministro da Economia (aquele que tem “offshore” e dólares guardados lá fora ), a população não passava fome. Então, encerro perguntando a você, independentemente de ser ou não comunista: Você é inteligente?