Rendimento Básico Universal: o mesmo que a saúde, educação ou reforma

28.05.2020 - Barcelona, Catalunha - Sasha Volkoff

This post is also available in: Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Catalão

Rendimento Básico Universal: o mesmo que a saúde, educação ou reforma

Este artigo dá continuidade a uma série que tentará explicar brevemente diferentes aspectos da proposta do Rendimento Básico Universal (RBRI). Para ver a série completa de artigos publicados sobre este mesmo tema, clique aqui.

Em alguns países, felizmente, estamos habituados a ter saúde pública, educação pública, reforma pública e alguns outros benefícios sociais financiados pelo Estado. Apenas há um século atrás, estes serviços estavam a começar a ser implementados no mundo. Posso imaginar algumas objecções dessa época: “para ter educação é preciso trabalhar para poder paga-la”, ou “como se vai pagar a alguém para ficar em casa, só porque atingiu uma certa idade? Se ele tem saúde, deve trabalhar, senão a sua família deve tomar conta dele”, referindo-se à reforma/aposentadoria. Hoje são apresentados argumentos semelhantes contra a RBU. Muitas pessoas não compreendem que se pode pagar a alguém só pelo fato de existir, esquecendo que só pelo direito de existir, nós temos direito à saúde e à educação públicas e só porque atingimos uma certa idade, temos direito à reforma/aposentadoria (que é como a RBU, mas só para os idosos).

Hoje parece-nos lógico que todos tenhamos o direito à saúde pública e que todas as crianças tenham direito à educação pública. Compreendemos que a saúde e a educação são condições necessárias ao desenvolvimento, sem as quais haveria uma enorme diferença entre as pessoas, dependendo apenas do seu local de nascimento (uma criança rica seria saudável e poderia estudar o que quisesse, enquanto uma criança pobre estaria condenada à doença e aos empregos mais primários, nunca podendo desenvolver qualquer vocação). Compreendemos também que, numa determinada idade, todos temos direito a uma reforma financiada pela sociedade para a qual contribuímos.

Certos avanços sociais requerem a sua implementacao para que todos nos apercebamos dos benefícios que têm e que não causarão nenhum mal. Por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou alguns direitos conquistados pelas mulheres, foram em tempos vistos por algumas pessoas como “perigos sociais”; no entanto, ao fim de pouco tempo, vimos que nada de mau aconteceu, pelo contrário. Com a RBU, quando esta for implementada, o mesmo acontecerá. Atualmente algumas pessoas têm medo desta perspectiva, imaginando que a sociedade vai ser um caos em que ninguém vai querer trabalhar, mas quando a RBU estiver implementada, e se verificar que não ocorreu nenhum caos; que, pelo contrário, a sociedade está a funcionar melhor do que nunca, vamos esquecer os receios que em tempos tivemos. Chegou a hora da RBU.

Categorias: Economia, Opinião
Tags: , , ,

Boletim diário

Digite seu endereço de e-mail para assinar o nosso serviço de notícias diárias.

Search

Whatsapp

Pressenza Whatsapp

Informe Pressenza

Informe Pressenza

Caderno de cultura

Caderno de cultura

O Princípio do fim das armas nucleares

Documentário 'RBUI, o nosso direito de viver'

Canale YouTube

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

International Campaign to Abolish Nuclear Weapons

Arquivo

xpornplease pornjk porncuze porn800 porn600 tube300 tube100 watchfreepornsex

Except where otherwise note, content on this site is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license.