A Marcha em São Paulo: encontro histórico das lutas sociais

13.12.2019 - Redação São Paulo

A Marcha em São Paulo: encontro histórico das lutas sociais

Na quarta-feira, dia 11, no espaço de cultura e resistência Al Janiah (restaurante árabe situado na região central de São Paulo) ocorreu o evento: “Convergência das Lutas Sociais”. Promovido pela Segunda Marcha Mundial pela Paz e Não Violência, contou com a participação de ativistas pela paz de diferentes países, como Chile, Colômbia e Palestina. 

“Eu trouxe aqui os pontos principais que tem motivado as mobilitações. O primeiro é a reforma laboral. A reforma trabalhista pretende diminuir o salário mínimo, e deixar as pessoas do 18 aos 25 com 75% do salário mínimo, supostamente para incentivar a contratação de pessoas mais novas. Pretende a eliminação do salário mínimo como conhecemos hoje, e criar um salário segundo a produtividade regional. Isso quer dizer um maior PIB, haverá um salário mínimo maior. Isso para quem sabe de economia sabe que isso não tem cabimento, não há rotação de capital. ” Ginneth Pulido Gómez, Geógrafa e engenheira ambiental colombiana, pesquisadora do conflito armado colombiano e de sua implicação geopolítica.  

“A primeira intifada foi por causa das mulheres. Uma revolução das mulheres e crianças. Então foi a segunda manifestação, de 31 de outubro, pede a libertação dessas mulheres que protestaram. Os últimos números indicam que há 47 mulheres em detenção administrativa. Não há um crime, não há justificativa para a prisão. A cada 6 meses há a renovação da prisão, sem a devida justificativa.  Há três mulheres que ninguém sabe onde elas estão presas, nessa manifestação outras 2 mulheres foram presas. Também não sabemos o que aconteceu com elas. Essa é a questão mais importante, que é a questão das mulheres, é importante dizer que não há um país livre sem mulheres livres.” Rawa Alsagheer, refugiada palestina e cineasta. 

“A primeira Marcha Mundial foi feita a dez anos atrás. O contexto 10 anos depois é um pouco mais atribulado, não só na América Latina, como no mundo. A gente vai vendo essa onda de golpes, e essa onda de desobediência civil para resistir a retirada de direitos. Que segue uma política parecida. Estava ouvindo aqui sobre o que tem sido implantado na Colômbia, que é o que já está implantado no Chile, é o que o nosso atual ministro tem ameaçado implementar, ameaçar é a palavra exata. Apesar de toda a repressão, eles não tem conseguido frear como conseguiram, por exemplo, nos anos 70, isso nos dá um pingo de esperança, apesar de tudo” Gunther Aleksander, Filósofo, Humanista e Ativista. 

A marcha teve inicio no dia 2 de outubro em Madrid e pretende atravessar o mundo inteiro levando a mensagem da paz e da não violência. Para saber mais sobre a programação da Marcha Mundial, clique aqui. 

Categorias: Ámérica do Sul, Assuntos internacionais, Direitos Humanos, Humanismo e Espiritualidade
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