“Eles venceram, mas a luta vai continuar”, diz Manuela D’Avila

29.10.2018 - São Paulo, Brasil. Brasil de Fato - Redação São Paulo

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“Eles venceram, mas a luta vai continuar”, diz Manuela D’Avila
Apesar de eleição de Bolsonaro, Manuela D'Ávila chama militantes para a resistência. (Crédito da Imagem: Carla Boughoff)

“Vamos permanecer juntos, resistir e defender a democracia e a liberdade”, escreveu a vice de Haddad

Com 92,08% das urnas apuradas, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), foi eleito presidente da República neste domingo (28). A posse será realizada no dia 1º de janeiro, em Brasília.

Manuela D’Avila (PCdoB), candidata à vice presidência da chapa petista, se manifestou em suas rede sociais sobre a vitória de Bolsonaro.

“Perdemos, é justo que fiquemos tristes e preocupados, com a gente, com os nossos, com o Brasil. Mas a tristeza tem que se transformar rapidamente em resistência.  O espírito desses últimos dias, nos quais milhares foram pras ruas pra virar votos de um modo tão bonito precisa se manter e se multiplicar”, escreveu Manu. “Eles venceram, mas a luta vai continuar. Vamos permanecer juntos, resistir e defender a democracia e a liberdade”, convocou.

Manuela foi deputada federal pelo Rio Grande do Sul entre 2007 e 2015 e é líder de seu partido na Câmara dos Deputados, em 2013. Foi a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre e, por duas vezes, a deputada mais votada do Rio Grande do Sul.

D’Ávila terminou seu texto com a primeira estrofe do poema “Mãos dadas”, do livro “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, que produzímos abaixo na íntegra.

“Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
 
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida
Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes
A vida presente”

Categorias: Ámérica do Sul, Opinião, Política
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