São Paulo: Professores protestam contra retirada de direitos e precarização das escolas

16.03.2016 - Redação São Paulo

São Paulo: Professores protestam contra retirada de direitos e precarização das escolas

Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação cobra aplicação da Lei do Piso e denuncia privatização e militarização. Em SP, conferência reivindica CPI sobre os desvios da merenda.

por Redação RBA | publicado 15/03/2016

São Paulo – A partir de hoje (15), trabalhadores da Educação vão realizar paralisações, passeatas e outras atividades em protesto contra a precarização das condições de trabalho e do ensino no Brasil. Em São Paulo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) realiza a Conferência Popular de Educação, que também vai discutir pautas como reorganização escolar, os desvios da merenda e reajuste salarial dos professores.

Em todo o país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e outros sindicatos filiados prometem mobilizar a categoria para exigir dos governos federal, estaduais e municipais a valorização da educação e o cumprimento da legislação, como a Lei do Piso (Lei 11.738/2008).

“É muito engraçado que muitos desses governadores que dizem que não vão cumprir piso, ou seja, a lei, são governadores que estão patrocinando o golpe para tirar a presidenta da República. É importante que a sociedade observe isso”, comenta o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão,em entrevista nesta terça-feira à Rádio Brasil Atual.

Os trabalhadores também se colocam contra a privatização das escolas públicas. Franklin cita o caso de Goiás, onde o governador Marconi Perillo (PSDB) está repassando a administração de cerca de 300 unidades para organizações sociais (OSs). “O estado está abrindo mão de um dever e passando para OSs que, inclusive, muitas delas têm um histórico bastante discutível sobre a sua capacidade de gerenciar a educação. O interesse privado está prevalecendo.”

Outro problema apontado pelo dirigente é a “militarização” das escolas públicas. Vídeos divulgados na internet mostram alunos batendo continência e marchando em pátios de colégios que já adotaram esse modelo. “Acham que militarizando escolas acabam com a violência, disciplinam os alunos, com um outro modelo de educação. Isso é conversa fiada. Escola não é quartel.”

Conferência em SP
Segundo a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, a Conferência Popular de Educação, que ocorre entre hoje e quinta-feira, em frente à Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, centro de São Paulo, é uma extensão das pautas de luta de 2015, marcado pela greve de professores e pelo movimento contra a reorganização proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), que culminou com a ocupação de mais de 200 escolas e o anúncio de recuo por parte do governador.

“O objetivo central dessa conferência é reafirmar a posição de luta pela escola pública de qualidade”, afirma Bebel, que aposta na união de pais, alunos e professores para pressionar por melhores condições nas escolas. Sobre a merenda, além dos desvios, que Bebel classifica como “descarados”, alunos também reclamam da baixa qualidade do cardápio oferecido.

As atividades terminam na quinta-feira, com a entrega de um manifesto na Secretaria Estadual da Educação. No mesmo dia, às 17h, os professores realizam ato pela abertura da CPI da merenda na Assembleia Legislativa.

Conferência popular em São Paulo discute propostas para educação

Ouça a reportagem da Rádio Brasil Atual:

Fonte: Rede Brasil Atual

Categorias: Ámérica do Sul, Educação
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