Maior greve de professores da história em SP e o governo continua indiferente

09.06.2015 - Redação São Paulo

Maior greve de professores da história em SP e o governo continua indiferente
(Crédito da Imagem: Inácio Teixeira / coperphoto.com.b)

A greve já dura 83 dias, demonstrando muita determinação dos professores, que já estão sem receber ou sob ameaça de ficar sem seus salários. Apesar do ataque diário da mídia submissa aos favore$$ do governo, os professores conseguem manter a paralisação a espera de alguma proposta além das palavras vazias por parte do governo de Geraldo Alckmin.

O desrespeito é tão evidente que o governo faz o possível para desqualificar os professores que estão parados, dizendo que sentou para negociar mas não propôs NADA, que a greve é menor do que é, como se os grevistas não existissem!

É assim que o governo trata os gravíssimos problemas da educação, como se não existissem.

Para fazer o contraponto à falta total de informação qualificada pela mídia empresarial, publicamos abaixo o boletim 59 do sindicado dos professores de SP (AEPOESP):

“Nesta quarta-feira, 3 de junho, a greve dos professores estaduais atingiu 83 dias. A maior paralisação da história do nosso Sindicato.

Nossa greve expõe à sociedade todas as defici- ências da educação pública do Estado de São Paulo, resultado das políticas de um Governo Estadual que desrespeita professores e estudantes e não está empenhado em resolver os problemas que nos levaram à greve, nem apresenta propostas para a nossa categoria.

Assembleia decidiu pela continuidade da greve

Embora todos avaliem que os índices de adesão decresceram em função dos descontos dos dias parados, levando muitos professores e professoras a enfrentarem graves problemas para honrar seus compromissos, os 15 mil professores reunidos na avenida Paulista decidiram manter a greve da categoria, em votação na qual esta proposta venceu a que indicava a suspensão do movimento.

Os professores aprovaram, ainda, a realização de uma nova assembleia na próxima sexta-feira, 12, às 14 horas, também no vão-livre do MASP quando, mais uma vez, será avaliada a continuidade ou não da greve.

Nossa mobilização continua

Por meio da APEOESP, a categoria continuará pressionando o Governo para que anuncie os índices de reajuste salarial e para que envie imediatamente para a Assembleia Legislativa os projetos que alteram a contratação dos professores da categoria O e que garantem o atendimento médico a este segmento da nossa categoria pelo IAMSPE. Queremos conhecer o teor desses projetos para que possamos nos posicionar sobre eles.

Luta jurídica

Exigimos também que a Secretaria da Educação assegure a reposição de aulas a todos os professores que participam da greve e, para tanto, vamos mobilizar também os pais, que têm o direito de cobrar do Estado que seus filhos tenham a reposição dos conteúdos curriculares não ministrados durante a greve.

Também continuamos trabalhando junto ao poder judiciário pelo pagamento dos dias parados. No STJ, foi mantida a decisão do Presidente, negando liminar contra a decisão de um desembargador do TJSP que derrubou decisão do Órgão Especial, que havia sido favorável aos professores.

Da mesma forma, estamos em contato permanente com o TJSP para que seja agendada a data do julgamento do dissídio que foi solicitado pela APEOESP.”

A próxima assembléia dos professores está marcada para 12 de junho.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos, Educação, Não violência, Nota de imprensa
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