Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos

21.12.2014 - Prensa Latina

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos
(Crédito da Imagem: Prensa Latina)

Washington, 21 dez (Prensa Latina) Um manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes circula hoje na Internet, após ter sido revelado pelo site Wikileaks.

O relatório secreto da agência de espionagem estadounidense analisa diversas operações de assassinato em vários países, principalmente contra líderes afegãos do taliban, do grupo terrorista Al Qaeda, e das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC).

Também aparecem como possíveis pontos de ataque dirigentes do grupo libanês Hezbollah, a Organização de Libertação de Palestina (OLP), Hamas, o grupo guerrilheiro peruano Sendero Luminoso, Os Tigres de Libertação do Tamil Eelam (LTTE), o Exército Republicano Irlandês (IRA) e a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN).

A publicação do Wikileaks chegou às redes sociais apenas dez dias depois que o Comitê de Inteligência do Senado estadounidense tornasse público um controverso relatório secreto sobre o emprego da tortura em suas formas mais brutais contra prisioneiros supostamente vinculados a ações terroristas.

O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o agente John Kiriakou -atualmente em prisão- denunciasse pela primeira vez a prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.

Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no Afeganistão (2001-2009), na Argélia (1954-1962), na Colômbia (2002-2009), no Iraque (2004-2009), em Israel (de 1972 até meados dos 90 e dos anos 90 a 2009), no Peru (1980-1999), na Irlanda do Norte (1969-1998) e no Sri Lanka (1983-2009).

As operações descritas no plano da CIA incluem: assassinatos políticos, sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de dirigentes guerrilheiros.

Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe, através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.

Categorias: América do Norte, Internacional, Política
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