No Brasil, Tupinambá ocupam hotel-fazenda e denunciam crimes ambientais

10.04.2013 - Pressenza IPA

No Brasil, Tupinambá ocupam hotel-fazenda e denunciam crimes ambientais
(Crédito da Imagem: http://bit.ly/16NdzoR)

Cerca de 70 indígenas ocupam, desde domingo (7), o Hotel Fazenda da Lagoa, que tem como um dos sócios Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central

Um grupo composto por cerca de 70 índios Tupinambá de Olivença ocuparam na noite deste domingo (7), o Hotel Fazenda da Lagoa, no município de Una, localizado na rodovia BA-001, altura do km 18. O hotel possui como um dos sócios o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

Segundo as lideranças, a ocupação se deve ao fato do hotel ser alvo de denúncia dos indígenas de crime ambiental. Segundo o cacique Valdenilson existe um interdito do Ibama a ampliação do empreendimento. “Fizemos esta ação para barrar a destruição que eles vêm fazendo dentro do nosso território, matando o nosso manguezal”, disse o cacique Val.

Outros motivos explicitados pelo cacique são da necessidade de sensibilizar as autoridades para a celeridade do processo de regularização do território Tupinambá de Olivença: a demora tem feito com que muitos atos de violência e discriminação ocorram contra a comunidade Tupinambá, relata o cacique.

As lideranças desmentiram a informação de que ocorreu cárcere privado e depredação do local. A Polícia Federal se dirigiu ao local acompanhada por representantes da Funai de Ilhéus e o chefe de posto do CLT/Ilhéus, Nicolas Melgaço.

Valdenilson informou ainda que outros caciques e lideranças Tupinambá se dirigem ao local para oferecer apoio. Toda a repercussão causada, inclusive com inserção imediata no programa Fantástico, da Rede Globo, pela ação se deve ao fato do hotel ter como um dos sócios o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

A área está em processo de demarcação territorial. No entanto, o procedimento é barrado pela existência de dezenas de resorts localizados entre a rodovia e o mar, cujas praias serviram de cenário para um dos maiores massacres praticados pela colonização, quando nove quilômetros de corpos indígenas foram deixados pelos homens de Mem de Sá, em 1567.

Por Cimi (Equipe Itabuna Extremo Sul) publicada pelo Brasil de Fato

Categorias: Ámérica do Sul, Assuntos indígenas, Direitos Humanos

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