A causa pacifista acaba de ganhar mais um hino – a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência. Ops! Corrijo! Apelo à concórdia nestes tempos bicudos de guerra urbana, a canção de Madan, para o poema do escritor Paulo Flexa (Luiz Roberto Guedes) tinha, mesmo, tudo para ser mais uma, depois de tudo aquilo que já se escreveu e cantou a respeito da paz – da imortal “Imagine”, de John Lennon, à “We are the world”, de Michael Jackson, que associa paz ao fim da fome.

Mas essa não é, apenas, mais canção. E, menos ainda, uma canção qualquer. A visão brasileira da paz mundial que se traduz na Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência, por uma série de boas razões, vai além… E surpreende. Primeiro, porque é resultado de um convite pessoal, feito por Alexandre Sammogini, o coordenador da Marcha (www.marchamundial.org) no Brasil, ao compositor Madan. Um convite pessoal que virou um belíssimo projeto comunitário. Afinal, união vai muito bem com paz, que, já se sabe, só se fará em regime de mutirão afetivo.

No primeiro impulso, Madan tratou de chamar Paulo Flexa para escrever a letra e, depois, todos os cantores independentes que conseguiu juntar, em menos de duas semanas. Fácil? Não é, não! Não é fácil dividir aplausos. O ego sempre nos aconselha ao trabalho solitário, silencioso, cercado de sigilo. Só mesmo uma razão de força muito maior – como a paz – para nos resgatar desse vício.

Muito menos fácil, ainda, é administrar o tempo e a expectativa de um grupo de músicos independentes, sempre correndo atrás de grana para pagar as contas… correndo atrás do próprio sonho (que nem sempre combina com ações pacifistas…).

Mas é aí que a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência ganha força… Quase 30 artistas independentes – dos quais 23 cantores –, no prazo recorde de dois dias, trancados no estúdio, deixaram lá fora todas os afazeres, vaidades e coisas que não combinam muito bem com a paz… Resultado? A Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência!

Bingo! Bingo, Madan e Paulo Flexa! Bingo pela canção, que pega, como se espera que pegue a idéia da paz mundial! Bingo, Duofel, antológica dupla de violonistas (Luiz Bueno e Fernando Melo), que abriu as portas do estúdios e meteu a mão na massa, ao lado de Madan, na produção do arranjo! Bingo, Mauricio Grassmann, cujo estúdio, o Frequência Rara, acabou virando uma espécie de “sede” do movimento-canção!

Bingo, ilustres cantores da paz!

Adriana Mezzadri, Adyel Silva, Ana Rita Simonka, Anaí Rosa, Cristina Torres, Dhara, Edvaldo Santana, Filó Machado, Ione Papas, Jane Mara, Jarbas Mariz, Lula Barbosa, Madan, Maga Lieri, Mara Melges, Maria Diniz, Mirianês Zabot, Mona Gadelha, Nancy Macedo, Paulo Flexa, Rodolfo Souza Dantas, Sandra Vianna e Valionel.

Bingo, enfim à banda pela paz!

Além de Luiz Bueno e Fernando Melo (violão), Drizz Colours (bateria), Lennon Fernandes (baixo e meia-lua), Tony Babalu (guitarras), Maurício Grassmann (órgão), Hammond e Ana Rita Simonka (derbak).

Que Olorum os abençoe a todos e promova a paz em suas vidas!

FICHA TÉCNICA

Vamos todo mundo

Autores – Madan e Paulo Flexa

Produção e Arranjos – Madan e Duofel (Luiz Bueno e Fernando Melo)

Estúdios – Duofel e Frequência Rara

Cantores – Adriana Mezzadri, Adyel Silva, Ana Rita Simonka, Anaí Rosa, Cristina Torres, Dhara, Edvaldo Santana, Filó Machado, Ione Papas, Jane Mara, Jarbas Mariz, Lula Barbosa, Madan, Maga Lieri, Mara Melges, Maria Diniz, Mirianês Zabot, Mona Gadelha, Nancy Macedo, Paulo Flexa, Rodolfo Souza Dantas, Sandra Vianna e Valionel.

Banda – Luiz Bueno e Fernando Melo (violão), Drizz Colours (bateria), Lennon Fernandes (baixo e meia-lua), Tony Babalu (guitarras), Maurício Grassmann (órgão), Hammond e Ana Rita Simonka (derbak).

Para baixar música, clip e fotos: