Estamos nos preparando para uma outra noite(…), com 166 pessoas a bordo resgatadas da água. Estamos navegando a 15 milhas da costa, em direção a uma zona protegida entre Siracusa e Augusta: para evitar possíveis ventos, ondas e outros problemas para as pessoas a bordo. Os navios de socorro são feitos para socorrer, não para esperar. Pedimos ontem a todas as autoridades competentes um porto seguro para desembarcarmos essas pessoas, que já sofreram o suficiente. Esperamos recebê-lo o mais breve possível.” Essa é declaração publicada pela ResQ – People saving people em sua página no Facebook no dia 16 de agosto. 

Gherardo Colombo, presidente honorário e Luciano Scalettari, presidente da ONG, reafirmaram o pedido de apontarem um porto seguro “sem hesitação e sem dar para trás, apelando às autoridades nacionais e europeias e lembraram que “a lei do mar, que impõe a salvação das vidas humanas em dificuldade.” 

A declaração termina com uma referência às dramáticas notícias provenientes do Afeganistão: “nos comovemos com as vítimas da violência no Afeganistão. Não viremos as costas quando as pessoas fogem da guerra e da fome. Estamos falando de vidas humanas. E para nós toda vida é preciosa e insubstituível.” 

Felizmente no dia 18 de agosto as autoridades permitiram o desembarque no porto de Augusta: 166 pessoas foram salvas pela ResQ, que continua sua missão nas águas do Mediterraneo. 

 


Traduzido do italiano por André Zambolli, revisado por Cristiana Gotsis

O artigo original pode ser visto aquí